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Curso de twerking e hip-hop estimula vivência e respeito às danças urbanas

Formação ocorrerá ao longo de todos os domingos de junho no centro do Recife, com acessibilidade para pessoas com deficiência
Com a realização da Escola Twerk Recife (TWK REC), a formação em danças urbanas tem recurso de acessibilidade em Libras para pessoas com deficiência auditiva, além de gratuita.

Com a realização da Escola Twerk Recife (TWK REC), a formação em danças urbanas tem recurso de acessibilidade em Libras para pessoas com deficiência auditiva, além de gratuita.

— Divulgação/Morgana Narjara

6 de junho de 2026

A 2ª edição do Curso de Twerking e Hip Hop: Pelve em Movimento ocorre nos domingos dos dias 7,14, 21 e 28 de junho, das 15h às 17h, no Paço do Frevo, no centro do Recife (PE). Ao todo são oito aulas, quatro para cada dança.

À frente dos encontros formativos ficam as professoras e arte-educadoras pernambucanas Duda Serafim e Clarear Soares. Duda faz a facilitação do hip-hop e Clarear assume o twerk. Com a realização da Escola Twerk Recife (TWK REC), a formação em danças urbanas tem recurso de acessibilidade em Libras (Língua Brasileira de Sinais) para pessoas com deficiência auditiva, além de gratuita. 

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O curso recebeu mais de 90 inscrições para ocupar as 15 vagas disponíveis, tanto para iniciantes como para profissionais da dança em geral. A lista reúne mulheres que são mães e pessoas trans, não-binárias e surdas. A Escola Twerk Recife também garante uma ajuda de custo para o transporte de ida e volta ao Paço do Frevo, de acordo com a frequência, e um kit escolar. Para receber o certificado de participação é necessário estar presente em no mínimo 75% das aulas. 

“As pessoas surdas se inscreveram e isso é histórico porque é raro elas estarem nos cursos de danças urbanas. Além disso, 23 mães fizeram a inscrição, assim como muitas pessoas que possuem outras deficiências. É importante dizer que existiu uma prioridade na inscrição para pessoas periféricas, negras, indígenas, trans, não binárias, mães, surdas e ensurdecidas. A iniciativa envolve diretamente as pautas de gênero, identidade racial, classe, acessibilidade, coletividade e transformação social”, conta Briê, que está na produção executiva do projeto. 

Leia mais: Projeto de lei busca apoiar mães da cultura hip-hop

Além de Briê, Clau de Luna assina a direção executiva. Ambas são dançarinas, professoras e produtoras culturais pernambucanas, que também atuam artisticamente como atrizes, articuladoras de movimentos das danças urbanas e lideranças da Escola Twerk Recife.

Clau destaca que a pelve é mais do que movimento, reforçando as linguagens artística, histórica e social. 

“O objetivo do curso é compartilhar coletivamente memórias, contextos históricos, vivências e diversas possibilidades de movimentações pélvicas por meio da dança, assim como perspectivas de formação profissional, educação, saúde, lazer, bem-estar e benefício mental. O ‘Curso de Twerking e Hip Hop: Pelve em Movimento’ existe para lembrar que a dança urbana/pélvica também é estudar, resistir e ocupar espaço de maneira coletiva. As aulas teóricas e práticas dialogam com o corpo, a cultura e a história”, acrescenta.

O curso também possibilita uma assistência pedagógica com a monitora Larissa Trajano. A maioria da equipe técnica do projeto é formada por mulheres negras e pessoas de origem periférica, sendo todas de Pernambuco.

“É um curso que estuda as conexões entre o twerk e o hip hop, que são danças urbanas originárias das comunidades negras e periféricas. Então, a gente traz a raiz da história de cada movimento e suas relações diretas, além das técnicas de cada dança”, pontua Clau de Luna. 

A formação tem incentivo público, com o financiamento do edital do Sistema de Incentivo à Cultura (SIC), por meio da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, da Secretaria de Cultura e da Prefeitura da Cidade do Recife. 

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