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Lenne Ferreira recebe Prêmio Graça Araújo por atuação no jornalismo negro

Jornalista e fundadora do portal Afoitas, Lenne Ferreira é homenageada por atuação na comunicação independente de Pernambuco
A jornalista e fundadora do portal Afoitas, Lenne Ferreira.

A jornalista e fundadora do portal Afoitas, Lenne Ferreira.

— Divulgação

16 de maio de 2026

A jornalista e editora Lenne Ferreira foi homenageada com o Prêmio Mérito de Comunicação Graça Araújo 2026, concedido pela Câmara Municipal de Recife. A indicação, realizada pela vereadora Jô Cavalcanti (PSOL-PE), reconhece a trajetória da comunicadora do jornalismo negro e na defesa dos direitos humanos em Pernambuco. 

A premiação, realizada no dia 7 de abril, é entregue anualmente a profissionais da comunicação, instituições de ensino e docentes que atuam com compromisso ético e em defesa da população. Nesta edição, 31 profissionais foram contemplados. 

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Em entrevista à Alma Preta, Ferreira aponta a importância da representatividade da homenagem, que leva o nome de Graça Araújo, jornalista negra considerada uma das principais referências da comunicação pernambucana. 

Leia mais: Quem é a jornalista negra brasileira que recebeu prêmio internacional de direitos humanos

“Ser contemplada com uma premiação que leva o nome dela é uma grande honra. Por ser uma jornalista atuando no campo da comunicação negra independente, que muitas vezes é colocada em um lugar de menor importância. Mesmo fazendo um trabalho fundamental em defesa da democracia e das populações vulnerabilizadas”, conta. 

Para a fundadora e editora do portal Afoitas, criado em 2018, a homenagem representa o reconhecimento coletivo do trabalho desenvolvido por mulheres negras nordestinas na mídia independente. 

O veículo é uma iniciativa de jornalismo independente liderada por mulheres negras, indígenas e nordestinas, com foco em pautas relacionadas a temas raciais, de território e de gênero. O projeto atua no fortalecimento de narrativas antirracistas e na ampliação da diversidade.

Ferreira afirma ainda que a homenagem recebida também dialoga com a trajetória de sua família e com os caminhos construídos por mulheres negras para acessar a educação. 

Leia mais: Manual oferece estratégias de cibersegurança para comunicadoras negras

“Receber uma premiação como essa representa honrar e dar orgulho para minha família, minha mãe, especialmente, uma mulher preta retinta, que foi tirada da escola muito cedo, mas que me ensinou o valor da leitura. Esse é o meu maior prêmio, ser a continuação do sonho dela”, completa. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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