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Mulheres africanas são 130 vezes mais propensas a complicações em gestação e parto, diz estudo

O relatório da ONU mostra ainda que 500 mortes diárias de grávidas e puérperas poderiam ser evitadas
A imagem mostra uma mulher grávida que está no pátio de uma igreja católica onde os residentes se refugiaram após uma incursão de ex-rebeldes Seleka em Bouca, em 26 de abril de 2014.

A imagem mostra uma mulher grávida que está no pátio de uma igreja católica onde os residentes se refugiaram após uma incursão de ex-rebeldes Seleka em Bouca, em 26 de abril de 2014.

— ISSOUF SANOGO/AFP

27 de abril de 2024

O setor de saúde sexual e reprodutiva da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou na quinta-feira (18) um estudo sobre mortalidade de mulheres grávidas e puérperas. Nele, a instituição aponta que mulheres africanas têm 130 vezes mais chances de terem complicações durante a gestação ou parto que mulheres europeias e norte-americanas.

Intitulada “Vidas entrelaçadas, fios de esperança: acabando com as desigualdades na saúde e nos direitos sexuais e reprodutivos”, a pesquisa mostra que questões de discriminação, pobreza e conflitos impactam diretamente na saúde reprodutiva de mulheres. 

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O estudo ainda revela que cerca de 800 mulheres morrem por dia durante o parto. Ao menos 500 dessas mortes seriam evitáveis se não ocorressem em países que enfrentam crises ou quadros de miséria. Entre 2016 e 2020, a redução anual global da morte materna foi de zero.

O texto ainda destaca que o racismo, o sexismo e outras formas de discriminação bloqueiam o progresso em questões de saúde sexual e reprodutiva. Além disso, mulheres e meninas que vivem na pobreza têm maior probabilidade de morrer prematuramente devido à falta de assistência médica se pertencerem a grupos minoritários ou estiverem em áreas de conflito.

No relatório, a diretora do setor Mônica Ferro, diz que parte da incapacidade do mundo em chegar às pessoas de áreas mais afastadas se deve a falta de vontade para enfrentar desigualdades de gênero, racial e a desinformação, problemas que estão na base dos sistemas de saúde. 

Ferro diz ainda que, entre 2000 e 2020, a mortalidade materna mundial caiu 34%, o número de mulheres que utilizam contraceptivos duplicou e 162 países adotaram leis contra a violência doméstica. 

No entanto, em 69 países, um quarto das mulheres não possuem autonomia para negar ter relações sexuais com o parceiro e uma em cada dez não tem voz para escolher um método contraceptivo.

Quando se trata de mulheres afrodescendentes nas Américas, a taxa de mortalidade materna é mais alta que em mulheres brancas. Nos Estados Unidos, mulheres negras morrem três vezes mais que a média nacional. As minorias indígenas também enfrentam riscos elevados durante o parto e a gravidez. 

Além disso, as mulheres com deficiências têm até dez vezes mais probabilidade de sofrer violência de gênero, incluindo violência sexual, e os indivíduos com orientação sexual e expressão de gênero diferentes enfrentam violência e barreiras significativas ao atendimento.

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  • Patricia Santos

    Jornalista, poeta, fotógrafa e vídeomaker. Moradora do Jardim São Luis, zona sul de São Paulo, apaixonada por conversas sobre territórios, arte periférica e séries investigativas.

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