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Partido de Mandela pode perder maioria parlamentar em eleições na África do Sul

Resultados parciais apontam para possível mudança política no país sul-africano
Funcionários da Comissão Eleitoral da África do Sul (IEC) esvaziam uma urna durante o processo de contagem de votos na estação de votação da Escola Primária de Addington durante as eleições gerais da África do Sul em Durban em 29 de maio de 2024.

Foto: Rajesh Jantilal/AFP

31 de maio de 2024

A África do Sul segue com a contagem dos votos após uma eleição marcada por forte participação na qual o Congresso Nacional Africano (ANC), partido do falecido Nelson Mandela, corre o risco de perder a maioria parlamentar pela primeira vez em três décadas.

Com apenas 10% dos votos apurados, o ANC liderou a contagem com 42% dos votos, significativamente abaixo dos 57% obtidos em 2019. O partido neoliberal Aliança Democrática (DA) ficou em segundo lugar com 26%, seguido pelo partido esquerdista Lutadores da Liberdade Econômica (EFF) com 8%, ligeiramente à frente do partido uMkhonto we Sizwe (MK) do ex-presidente Jacob Zuma, com 7%.

Os resultados finais são esperados apenas no fim de semana, mas a tendência inicial pode forçar o atual líder do ANC e presidente nacional, Cyril Ramaphosa, a buscar aliados para obter um segundo mandato.

Caso a tendência se confirme, será a primeira vez desde as eleições democráticas de 1994, que marcaram o fim do apartheid, que o ANC não conquista mais de 50% dos votos.

Nos últimos 30 anos, os eleitores da África do Sul têm sido leais ao partido que libertou o país do apartheid, mas sua popularidade está em declínio. Enquanto em 2019 o ANC obteve 57% dos votos, as pesquisas agora indicam cerca de 40%.

Com uma população de 62 milhões de habitantes, cresce a frustração com o desemprego, a criminalidade, os escândalos de corrupção e os problemas recorrentes de abastecimento de água e energia elétrica.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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