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Com show inédito de Alcione e MC Tha, Festival Psica celebra cultura preta e periférica em Belém

Programação inicia neste final de semana, com entrada gratuita na sexta-feira (15); Evento tem shows também de nomes como Jorge Ben Jor e Gaby Amarantos, além de celebrar a cultura da aparelhagem
Imagem mostra a cantora Alcione de pé e com um vestido branco.

Foto: Marcos Hermes/Divulgação

14 de dezembro de 2023

Colocando Belém do Pará na rota dos festivais independentes do Brasil, o Festival Psica 2023 reúne grandes nomes da cultura preta e periférica brasileira. Na 11ª edição do evento, serão mais de 50 shows divididos entre os dias 15 e 17 de dezembro, com o primeiro dia gratuito no bairro da Cidade Velha, e dois dias com ingressos no Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão.

Entre os destaques do festival, está um show inédito de Alcione, um dos maiores nomes do samba e da música popular brasileira, que celebra mais de 50 anos de carreira, com participação de MC Tha, que recentemente lançou o álbum “Meu Santo é Forte”, com regravações de hits da cantora maranhense. A identidade regional, explorando a periferia preta da Amazônia, também é marca do evento, com diversos mestres da cultura paraense e grandes aparelhagens de tecnobrega.

A programação começa com quatro palcos espalhados por pontos culturais da Cidade Velha nesta sexta-feira (15), o dia gratuito do festival, e traz Mateus Aleluia, em sua ancestralidade revelada nas composições, sons e cantos inspirados nos orixás. A noite também reverencia as manifestações culturais da Amazônia, e termina com duas aparelhagens históricas: Mega Príncipe Negro e Rubi. 

Pela primeira vez nos gramados do Mangueirão, o Psica vai celebrar a cultura periférica com grandes atrações da cultura preta da Amazônia e do Brasil. Além de Alcione part. MC Tha, Jorge Ben Jor, Viviane Batidão part. Gaby Amarantos, as aparelhagens Tudão Crocodilo e Búfalo do Marajó são estrelas confirmadas nos dois dias pagos do evento.

Também dispostos em quatro palcos, dois deles simultâneos, novos nomes da música nacional completam o lineup, como Rachel Reis, FBC, Jaloo, Gang do Eletro, Majur, Don L part. Nego Gallo, Odair José & Azymuth, Slipmami, Suraras dos Tapajós e mais. 

“Nos outros anos, montar essa programação sempre foi muito difícil, muito dura. Esse ano foi bem mais leve, deu para fazer com o coração mais aberto, porque a gente tinha mais tempo para trabalhar. Foram muitos anos pra gente chegar na fórmula perfeita que, ao meu ver, é essa que a gente está tendo. Tem vários pilares da música brasileira, misturados com vários artistas da nova geração, e tem a nossa regionalidade muito presente, as maiores aparelhagens do Pará estão aqui. Eu consigo enxergar esse line up como um dos maiores do Brasil: um mix do que é o Brasil, tem tudo ali, tem vários Brasis num só festival e isso é lindo”, comenta o diretor do evento Gerson Junior.

Imagem mostra apresentação regional do palco do festival.
A identidade regional, explorando a periferia preta da Amazônia, também é marca do evento. Foto: Liliane Moreira/Psica

O Festival Psica tem patrocínio master da Petrobras e do Nubank, através da Lei de Incentivo à Cultura Rouanet, e Ministério da Cultura, a Cerveja Oficial é a Budweiser e tem patrocínio de Beats através da Lei de Incentivo à Cultura Semear e da Fundação Cultural do Pará. E ainda tem apoio da Kenner, White Horse, da Secretaria de Cultura do Estado do Pará e da Fundação Cultural de Belém.

“A gente vem fazendo o Psica desde 2012. Mas esse ano tem um gosto diferente porque estamos fazendo com um certo conforto por causa dos patrocínios. O que está acontecendo com o Festival Psica é algo raro: pessoas como eu e o meu irmão terem a oportunidade de realizar um evento dessa magnitude com um aporte financeiro. O que fica muito forte é uma sensação de alívio por tudo que enfrentamos na edição passada, de ter feito tudo aquilo sem patrocínio, e de ter certeza hoje que apostamos certo e que o retorno tá começando a chegar. E fica também muito o sentimento de gratidão pelas pessoas que estiveram presentes com a gente em todos esses anos de luta, à nossa equipe incrível e a nossa família que sempre nos apoiou em tudo”, celebra o diretor do festival Jeft Dias. 

O Psica, muito além de um festival multicultural, é um movimento artístico preto e periférico nascido na Amazônia que vem alcançando influência em todo o Brasil. A Psica Produções também é responsável por um selo, a Psica Gang, que reúne 17 artistas da música e das artes visuais e que este ano assinou contrato de distribuição musical com a Warner Music Brasil.

Serviço

Quando e onde: 15, 16 e 17 de dezembro, em Belém do Pará.

No primeiro dia a entrada é gratuita. Nos demais, os ingressos estão disponíveis, a partir de R$ 160, no site oficial do evento.

  • Fernando Assunção

    Atua como repórter no Alma Preta Jornalismo e escreve sobre meio ambiente, cultura, violações a direitos humanos e comunidades tradicionais. Já atua em redações jornalísticas há mais de três anos e integrou a comunicação de festivais como Psica, Exú e Afromap.

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