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Espetáculo retrata a realidade de mães presidiárias em São Paulo

A peça reconta a fuga de nove detentas com bebês de colo no Centro de Progressão Penitenciária Feminino do Butantã
Imagem mostra a atriz Aysha Nascimento interpretando a personagem Rose no espetáculo “Parto Pavilhão”.

Foto: Jagun Filmes

18 de fevereiro de 2024

O Teatro da Universidade de São Paulo (TUSP) recebe o espetáculo “Parto Pavilhão”, com estreia marcada para o dia 22 de fevereiro. A peça reconta a fuga de nove detentas com bebês de colo no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) Feminino do Butantã, em 2009.

A obra faz parte da “Trilogia da Fuga”, que anteriormente levou aos palcos os espetáculos “Buraquinhos ou O vento é inimigo do picumã” (2018) e “Mato Cheio” (2019).

Com direção de Naruna Costa e roteiro de Jhonny Salaberg, a apresentação conta a história de Rose, a detenta de uma penitenciária feminina para mães e ex-técnica de enfermagem que ajuda as mulheres nos partos, nos cuidados com os filhos e nos desafios do sistema prisional.

A história retrata a experiência da ex-técnica de enfermagem no cárcere e o conhecimento de Rose sobre os segredos da prisão. Aos poucos ganha a confiança de todo o pavilhão, inclusive da diretora do presídio, com quem tricota roupas de lã para os bebês.

“É um espetáculo que mergulha na perspectiva feminina por meio de um recorte que transita entre o documento e a ficção através do realismo fantástico”, descreve Salaberg em nota à imprensa. 

Para construir “Parto Pavilhão”, o dramaturgo afirma que utilizou como referência o conceito de Leveza, do romancista Ítalo Calvino (1923-1985). O conceito funciona como uma ferramenta criativa para ressignificar temáticas densas em narrativas leves.

Interpretada por Aysha Nascimento, Rose aproveita a proximidade com os agentes penitenciários para garantir acesso nos interiores da prisão e arquitetar uma fuga. A atriz diz ter conhecido a personagem durante o processo de escrita do espetáculo. Entretanto, ela conta que Rose ganhou novas camadas durante os ensaios.

“Foi muito importante o mergulho que a gente fez na Rose. Ela não representa mulheres presas e não é uma representação. Ela é um indivíduo, uma personagem inteira”, disse. Naruna, por sua vez, compartilha da mesma definição e conduz, em “Parto Pavilhão”, uma imersão na subjetividade da personagem única mulher.

Serviço

Quando: de 22 de fevereiro até 17 de março, quinta à sábado às 21h e domingo às 20h
Onde: Teatro da USP, R. Maria Antônia, 294 – Vila Buarque
Quanto: Apresentações Gratuitas
Classificação indicativa: 14 anos
Mais informações no site

  • Mariane Barbosa

    Curiosa por vocação, é movida pela paixão por música, fotografia e diferentes culturas. Já trabalhou com esporte, tecnologia e América Latina, tema em que descobriu o poder da comunicação como ferramenta de defesa dos direitos humanos, princípio que leva em seu jornalismo antirracista e LGBTQIA+.

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