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Alma Preta e Fala Roça discutem políticas públicas para jornalismo na 1ª Conferência de Jornalismos Plurais

Mídias independentes se juntaram na primeira edição do evento que aconteceu em Olinda (PE)

Imagem: Fran Silva

Foto: Imagem: Fran Silva

6 de dezembro de 2022

A falta de políticas públicas de fomento ao jornalismo brasileiro asfixia um dos aspectos mais centrais do direito à comunicação: a democratização do acesso à informação. No último sábado (26/11), a Alma Preta Jornalismo e o Fala Roça participaram do debate sobre descentralização de recursos na 1ª Conferência de Jornalismos Plurais, realizada pela Repórteres Sem Fronteiras no Centro de Cultura Luiz Freire, em Olinda, Pernambuco.

A atividade ocorreu no âmbito do Programa de Apoio ao Jornalismo (PAJOR) no Brasil, em parceria com Marco Zero Conteúdo, Caranguejo Uçá, Nós Mulheres da Periferia, Data Labe, Amazônia Real e Rede Wayuri.

O evento teve como objetivo celebrar a diversidade e pluralidade de formatos no modo de fazer jornalismo, com meses de discussões sobre os desafios, vitórias e o futuro do jornalismo no Brasil. Para Elaine Silva, sócio-gestora da Alma Preta, “a diversificação de uma equipe é fundamental para que se tenha um case de sucesso”, declarou durante o evento.

elaine silva jornalismos pluraisElaine Silva, sócio-gestora da Alma Preta | Créditos: Fran Silva

A conferência também abordou temas como direito à comunicação no Brasil, jornalismo e os povos indígenas; geração cidadã de dados; proteção a jornalistas e comunicadores; jornalismo na era digital; bastidores de investigações jornalísticas; produção para rádio e podcast; escrita criativa; e o futuro da área.

“Falar de políticas públicas no jornalismo é curioso porque da onde que a gente vem, a favela, estamos sempre lutando por políticas públicas. Seja de saneamento, de saúde, educação e outras. É necessário essa conferência para descentralizar o fazer jornalismo, todo mundo pode fazer jornalismo com diploma ou não, precisamos tirar esse olhar vicioso que os grandes conglomerados de mídia possuem.”, disse Michel Silva, cofundador do Fala Roça.

“As trocas de experiências que o PAJOR promove é fundamental para se observar e escutar todas as pessoas, o modo de fazer jornalismo no Brasil já não é fácil e sozinho é ainda mais desafiador”, complementou.

michel silva jornalismos pluraisMichel Silva, cofundador do Fala Roça | Créditos: Fran Silva

Em ritmo crescente, a Alma Preta tem se tornado inspiração e modelo de veículo para várias organizações independentes e periféricas. Segundo Elaine Silva, ampliar e diversificar toda a equipe foi crucial para alcançar os rendimentos esperados. 

“As grandes fundações têm lá seus modelos de trabalho, mas nós também temos os nossos e funciona tão bem quanto. Precisamos tirar isso de que tudo só funciona no sudeste. Durante a pandemia fiquei muito preocupada em como as pequenas organizações de mídia independente iriam se manter e sobretudo aqui no nordeste do país, onde infelizmente não há um repasse grande de recursos. É necessário o fortalecimento em rede e também de cada veículo, mas sem que se perca a autonomia de cada um, o jornalismo igualitário, diverso e plural tem que ser pra já”. 

Sobre a conferência

A Conferência de Jornalismo Pularais marcou o final da primeira edição do Programa de Apoio ao Jornalismo no Brasil. O PAJOR ressalta que a mídia independente e plural é condição fundamental para um sistema democrativo efetivo. O programa apoiou por três anos oito iniciativas de jornalismo em quatro estados do país, entre elas Fala Roça e Alma Preta, com ações institucionais, capacitação de proteção e segurança, intercâmbios e produções colaborativas e na defesa da liberdade de expressão para a imprensa. 

*Esta matéria é uma parceria entre Alma Preta e Fala Roça

Leia também: Alma Preta Jornalismo participa da 1ª Conferência de Jornalismos Plurais em Pernambuco

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