Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que três agentes da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP) agridem pai e filho em Piracicaba, no interior de São Paulo. O fato ocorreu na tarde da segunda-feira (1º), no bairro Cantagalo.
Nas imagens, é possível ver os policiais abordando violentamente Pedro Padilha em frente à sua casa. Um dos PMs começa a agredi-lo com um cassetete, enquanto o outro policial apontava uma arma de choque.
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Após entrarem na residência sem mandato, os agentes discutem com o pai da vítima, Marcos Padilha, que é cadeirante, e um dos policiais lhe dá um chute. Em dado momento, um móvel é jogado contra o pai. Os policiais ainda ameaçam prender uma mulher que gravava a situação.
“Meu irmão foi abordado na rua, em frente à nossa casa, e questionou o porquê da abordagem. O policial achou ruim e desferiu um soco na cara dele”, conta Priscilla Padilha, irmã da vítima e testemunha do caso, em entrevista à Alma Preta.
Segundo Priscilla, seu irmão também foi alvo de arma de choque. “Depois, levaram meu irmão até o ginásio do Jaraguá, onde bateram mais nele e ainda ameaçaram ele de morte”, revela.
Pedro precisou ser levado ao hospital pelos agentes, pois teria tido alterações nos batimentos cardíacos após os choques. “A palavra segurança perdeu o sentido. Eles não podem fazer isso”, desabafa Priscilla.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) alega que a Pedro teria desacatado as autoridades. “Durante a ação, seus familiares hostilizaram a equipe”, comunica a SSP. O caso está sendo analisado pela Delegacia Seccional de Piracicaba.
Leia a íntegra da nota da SSP:
O caso citado na reportagem foi registrado como desacato e desobediência no plantão da Delegacia Seccional de Piracicaba. A Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) e apura a conduta dos agentes.
Na ocasião, policiais militares estavam em patrulhamento pelo bairro Cantagalo, na tarde de segunda-feira (01), quando ao tentar realizar a abordagem a um motociclista, um homem de 21 anos interveio. Foi necessário o uso do taser (arma de choque) para contê-lo. Durante a ação, seus familiares hostilizaram a equipe. Ele foi detido e conduzido à delegacia, onde prestou depoimento na presença de seus advogados. As investigações prosseguem na Delegacia Seccional de Piracicaba.