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Edson luís, estudante morto na ditadura, pode entrar para Livro de Heróis do Rio de Janeiro

Alerj aprova projeto de lei que inscreve Edson Luís no livro dos Heróis e Heroínas do Estado, que visa reconhecer a história do estudante que se tornou símbolo de resistência da Ditadura militar.
Manifestação durante o enterro do estudante Edson Luís, em março de 1968, assassinado em protesto estudantil no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro.

Reprodução/Arquivo Nacional

— Manifestação durante o enterro do estudante Edson Luís, em março de 1968, assassinado em protesto estudantil no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro.

3 de abril de 2025

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou  nesta quarta-feira (2) o Projeto de Lei 606/2023, que inscreve o nome do estudante Edson Luís de Lima Souto no Livro dos Heróis e Heroínas do Estado.  

A proposta de autoria da deputada estadual Dani Monteiro (PSOL) tem como objetivo reconhecer a história do jovem, que foi assassinado pela Ditadura Militar em 1968 e tornou-se um símbolo da luta estudantil e da resistência democrática no país. 

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O projeto tem como objetivo destacar a relevância histórica do estudante especialmente em razão dos 61 anos do golpe militar que derrubou o governo democraticamente eleito de João Goulart em 1964.  

Agora, o texto será encaminhado para uma segunda discussão no plenário da casa legislativa.

O jovem Edson Luís foi assassinado durante uma mobilização com mais de 300 estudantes que ocuparam o restaurante estudantil contra os altos preços da comida no local.

Para Dani Monteiro, a aprovação é um marco para o legislativo fluminense, em um cenário em que a democracia e os direitos humanos foram brutalmente violados.

Edson luís, estudante morto na ditadura, pode entrar para Livro de Heróis do Rio de Janeiro

“Incluir Edson Luís nesse Livro é tentar sanar uma das tantas dívidas históricas do Estado brasileiro com aqueles qEdson luís, estudante morto na ditadura, pode entrar para Livro de Heróis do Rio de Janeiroue pereceram na luta pela democracia. É um reconhecimento oficial de que sua morte não foi em vão, de que sua memória segue viva”, concluiu.

Ainda em homenagem ao estudante, o Calendário Oficial do Estado do Rio de Janeiro estabeleceu a data de 28 de março como “O Dia Estadual da Juventude em Defesa da Democracia”.

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