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Empresa de carvão é autuada por trabalho escravo em Minas Gerais

Segundo o Ministério Público do Trabalho, não é a primeira vez que o Grupo Pantanal Florestal é autuado por condições análogas à escravidão
Na imagem há um livro, uma balança e um martelo da justiça.

Foto: Reprodução / Pexels

21 de março de 2024

Uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) resgatou nove trabalhadores em condições análogas ao trabalho escravo, em uma carvoaria na zona rural de Santos Dumont (MG), na quarta-feira (20).

A empresa é do Grupo Pantanal Florestal e, segundo o procurador responsável pelo caso, Fabrício Borela Pena, a companhia buscava trabalhadores migrantes de locais mais vulneráveis, como o Norte de Minas e as regiões Norte e Nordeste do país.

“Por serem lotados em zonas rurais de difícil acesso, pela distância de seus locais de origem, pela falta de instrução e pela própria necessidade, esses trabalhadores se tornam extremamente vulneráveis à exploração”, acrescentou o procurador.

Segundo o MPT, os trabalhadores estavam instalados em alojamento precário, sem acesso à água potável e operavam fornos de carvão sem os devidos equipamentos de proteção da saúde e segurança.

Um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) garantiu o pagamento das verbas trabalhistas e rescisórias às vítimas, juntamente a uma indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil. No total, os pagamentos somaram um montante de cerca de R$ 150 mil.

Ainda de acordo com a pasta, não é a primeira vez em que a empresa submete trabalhadores a condições análogas ao trabalho escravo. Ela também foi autuada em outubro de 2023 por uma situação semelhante ocorrida em uma fazenda no município de Santana do Gambéu (MG).

  • Verônica Serpa

    Graduanda de Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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