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Fórum Político da ONU de 2024 ignora questão racial em debate sobre combate à pobreza

Apesar do apagamento, a advogada Vercilene Dias, da CONAQ, aponta urgência de olhar cuidadoso para as populações marginalizadas
Representantes da sociedade civil participam de Fórum Político da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da organização, em Nova York, 9 de julho de 2024.

Foto: Victor Oliveira/Alma Preta

10 de julho de 2024

Nova York –  O Fórum Político de Alto Nível 2024, realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, ignorou a questão racial ao debater o combate à pobreza no mundo. Durante o debate, ocorrido nesta terça-feira (9), foram apontadas preocupações de diferentes países em relação às desigualdades sociais e levantados caminhos com possíveis soluções, mas sem considerar como o tema é atravessado em diversos países, como o Brasil, por problemas estruturais como o racismo.

A erradicação da pobreza a nível global é a primeira meta dos cinco Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. O objetivo do evento é reforçar os meios de implementação das metas  e a revitalização da parceria global e o desenvolvimento sustentável.

De acordo com a diretora de Direitos Humanos da ONU em NY, Ilze Brands Kehris, é fundamental ter uma economia que assegura a igualdade de gênero para garantir avanços na agenda 2030 em relação ao combate à pobreza. 

Como representante do eixo financeiro, Luis Felipe Lopez-Calva, diretor da Prática Global de Pobreza e Equidade do Grupo Banco Mundial, defendeu a criação de políticas multissetoriais, empregos dignos e a erradicação de conflitos pelo o mundo. 

O Brasil, por sua vez, destacou ações públicas e privadas e a ampliação do programa Bolsa Família, principal alicerce da mobilização do país para cumprir a meta de erradicação da pobreza. Para o Brasil, a ação é fundamental para mitigar a insegurança alimentar na infância.

Embora a problemática racial não tenha sido abordada, o encontro teve participação de diferentes organizações negras da sociedade civil. A advogada Vercilene Dias, coordenadora jurídica da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (CONAQ),  avalia como fundamental o desenvolvimento de ações voltadas a populações marginalizadas, incluindo pessoas com deficiência e a comunidade LGBTQIAPN+.

A advogada Vercilene Dias durante o Fórum Político de Alto Nível 2024 da ONU. (GFOD/CONAQ)
A advogada Vercilene Dias durante o Fórum Político de Alto Nível 2024 da ONU. (GFOD/CONAQ)

Já Leônidas Iza Salazar, presidente da Confederação dos Indígenas do Equador (CONAIE),  defendeu o equilíbrio  social  a partir da formalização de direitos dos trabalhadores, poder político e financeiro democrático, combate aos desequilíbrios climáticos, igualdade de gênero, justiça climática e reparativa aos povos indígenas.

O Fórum Político de Alto Nível 2024 é um espaço para revisão e análise dos compromissos das nações em relação aos objetivos de desenvolvimentos sustentáveis (ODS) da agenda 2030. Apesar dos avanços destacados por algumas nações, as questões climáticas e a pandemia de covid-19 foram pontuadas como principais freios aos avanços nacionais. 

  • Victor Oliveira

    Jornalista formado pela Unesp e pós-graduando em Jornalismo Digital. Atualmente é Gerente de Projetos da Alma Preta Jornalismo.

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