PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Governo mapeia 49 locais históricos da Ditadura Militar

O estado de São Paulo concentra o maior número de espaços de repressão e resistência do período militar
Memorial da Resistência, em São Paulo, um dos locais mapeados e que abrigou um dos principais órgãos de repressão do regime militar.

Memorial da Resistência, em São Paulo, um dos locais mapeados e que abrigou um dos principais órgãos de repressão do regime militar.

— Reprodução/Governo de São Paulo

4 de abril de 2025

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania divulgou nesta quinta-feira (3) a publicação “Lugar de Memória da Ditadura Militar”, que mapeou 49 locais históricos da ditadura militar em diferentes regiões do Brasil. 

O documento foi divulgado na semana dos  61 anos do golpe de Estado de 1964, que depôs o presidente João Goulart. A publicação reúne espaços marcados pela repressão e pela resistência durante o período que durou 21 anos, destacando sua relevância no processo de preservação da memória da democracia.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A iniciativa integra a nova seção “Memória e verdade” do Observatório Nacional dos Direitos Humanos (Observa DH), plataforma que reúne indicadores sobre direitos humanos no país. 

O levantamento aponta 17 locais no Sudeste, 15 no Nordeste, sete deles na região Sul, além de seis concentrados no Norte e também no Centro-oeste. 

Entre os estados identificados com o maior número de espaços associados à repressão política, como quarteis, cemitérios, prisões e universidades, está São Paulo, com sete deles. Em seguida aparecem Pernambuco, que acumula seis, e o Rio de Janeiro, com cinco espaços.

Na capital paulista está localizado o Departamento Estadual de Ordem Política e Social (DEPOS), que foi um dos principais orgãos de repressão do regime militar e de tortura de opositores. O local atualmente abriga o Memorial da Resistência, espaço dedicado a exposições e atividades voltadas para os direitos humanos.

Em Petrólopis, no Rio de Janeiro, fica a Casa da Morte, um dos centros clandestinos de detenção e tortura cedido ao Exército. A única sobrevivente do local, Inês Etienne Romeu, foi fundamental para o reconhecimento do espaço.

Outro símbolo da repressão está em Pernambuco e é a antiga sede do Departamento de Ordem Política e Social, no Recife. O espaço é um dos principais centros do Nordeste, onde ocorreram interrogatórios e torturas de opositores do regime, incluindo estudantes e militantes políticos.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano