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Ministério Público do Sergipe lança campanha de combate ao trabalho escravo

Ao longo da semana, o órgão promove ações junto de outras instituições para conscientizar e alertar a população
A imagem mostra a imagem de um homem da cintura para baixo, representando pessoas resgatadas de trabalho escravo.

Foto: Agência Brasil

26 de janeiro de 2024

Com o objetivo de conscientizar a população sobre o cenário do trabalho escravo contemporâneo, o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE), em parceria com o Instituto Ágatha, a Secretaria de Estado do Trabalho e Emprego (SETEEM) e a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (COETRAE), lançou a campanha “Trabalho Escravo ainda existe! Liberdade em foco na busca pelo trabalho digno”.

Segundo o órgão, desde quarta-feira (24), ações começaram a ser realizadas em locais públicos para apresentar à população a realidade do trabalho escravo em Sergipe. Durante os dias 24 e 25, no “Corredor das Flores”, entre os Mercados Centrais, em Aracaju, foram disponibilizados relatos de resgates de trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma “caixa da realidade”. São casos de sergipanos resgatados em municípios do interior do estado e em outras áreas do país.

Nesta sexta-feira (26), acontece o II Fórum de Combate ao Trabalho Escravo em Sergipe, na sede do Ministério Público do Trabalho, em Aracaju, a partir das 8h. O evento contará com debates envolvendo representantes do MPT-SE, da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo, Universidade Federal de Sergipe, Superintendência Regional do Trabalho e do Instituto Social Ágatha. As inscrições para o Fórum podem ser feitas no link.

Encerrando a programação alusiva ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, celebrado no dia 28 de janeiro, a “caixa da realidade” estará na Orla da Atalaia, em Aracaju, de sexta-feira até o sábado (27), alertando sergipanos e turistas sobre o tema e fornecendo orientações para denunciar casos de trabalho escravo.

Recorde de trabalhadores resgatados

Em 2023, um total de 3.190 trabalhadores foram resgatados em condições semelhantes às de escravo, conforme divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Esse número representa a maior marca dos últimos 14 anos e destaca uma realidade muitas vezes negligenciada: o trabalho escravo ainda persiste. 

Segundo o MPT, o aumento das denúncias, impulsionado pelo maior conhecimento da sociedade sobre o tema, contribui para a eficácia do serviço de inteligência pública, resultando em um número crescente de trabalhadores resgatados.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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