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Movimento ‘Mães de Acari’ é homenageado com medalha na Câmara do Rio

Além do movimento, centenas de familiares de vítimas de violência policial receberão moções de louvor e reconhecimento por sua luta por justiça.
A vereadora Monica Cunha preside sessão solene de homenagem na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em 21 de março de 2024

Foto: A vereadora Monica Cunha preside sessão solene de homenagem na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em 21 de março de 2024

12 de maio de 2024

Na segunda-feira (13), às 18h, abrindo a Semana Municipal em Memória das Vítimas da Violência Armada, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro homenageará o movimento Mães de Acari com a medalha Pedro Ernesto, maior honraria do governo da capital fluminense. A homenagem é uma iniciativa da vereadora Monica Cunha (Psol).

O movimento Mães de Acari há 34 anos trabalha na denúncia da violência do Estado contra jovens, negros e favelados, inspirando a luta de diversas mães que sofreram as consequências da política de segurança pública na região.

Além dessas mães, outros 160 familiares de vítimas de violência do Estado serão homenageados com moção de louvor e reconhecimento por sua luta por justiça. Entre esses familiares, estarão presentes: a mãe da jovem Agatha, Vanessa; a mãe de Thiago Flausino, Priscilla Menezes Gomes de Souza; Bruna Silva, mãe de Marcos Vinicius Silva; e representantes dos movimentos Mães de Manguinhos, Mães sem Fronteiras, Mães de Niterói, Mães da Baixada, Mães sem Fronteiras, entre outros.

Movimento Mães de Acari

No dia 26 de julho de 1990, uma tragédia modificou para sempre a vida de dez mães, na comunidade de Acari, Zona Norte do Rio de Janeiro. Jovens e adolescentes saíram para se divertir em um sítio, em Suruí, município de Magé, na Baixada Fluminense. Eles foram levados de lá por um grupo de extermínio, composto por policiais, e nunca mais foram encontrados.

Diante do silêncio institucional das autoridades e da falta de resposta sobre os assassinatos das 11 vítimas, as Mães de Acari se organizaram e passaram a denunciar a omissão do Estado, buscando respostas por meios próprios.

Ao longo desta busca, Edmea da Silva Euzébio, uma das lideranças do movimento, foi executada à queima-roupa, no Centro do Rio. Apesar disso, o movimento seguiu na luta, com repercussão nacional e internacional, e inspirou diversos outros grupos ao longo das décadas seguintes.

Em outubro de 2023, o Brasil começou a ser julgado na Corte Interamericana de Direitos Humanos pelas mortes das 11 vítimas, bem como pela omissão nas investigações sobre os crimes.

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