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Polícia Federal desativa garimpos ilegais no Pará

Sete pessoas foram presas por atividade que oferecia "sério risco de desabastecimento ao país"
Imagem mostra um ponto de garimpo ilegal localizado no Pará, durante ação da Polícia Federal em 17 de janeiro de 2024.

Foto: Polícia Federal / Divulgação

19 de janeiro de 2024

Uma operação contra o garimpo ilegal no Pará resultou na prisão de sete pessoas acusadas de crimes ambientais. A ação envolveu mais de 70 policiais federais e servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com o apoio do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

Segundo informações da Polícia Federal (PF), os pontos de garimpo, alvos da operação, funcionavam ilegalmente nos municípios de Parauapebas e Curionópolis, no sudeste paraense. Além de realizar as prisões em flagrante, os agentes apreenderam equipamentos e incendiaram parte das máquinas que não podiam ser removidas do local.

Entre os itens encontrados no local estavam duas pás carregadeiras, 16 motores hidráulicos, uma draga e 3 mil litros de óleo diesel. A corporação estima que o prejuízo causado aos financiadores dos garimpos ilegais seja de aproximadamente R$ 1,5 milhão.

Além dos danos ambientais, a Polícia Federal registrou que a atividade ilegal dos garimpeiros representa uma ameaça à integridade das linhas de transmissão de energia elétrica da Usina de Belo Monte, oferecendo um “sério risco de desabastecimento ao país”, uma vez que a usina alimenta o Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Conforme atestado por órgãos ambientais, a bacia hidrográfica local já apresenta alto grau de contaminação por conta do uso irregular de mercúrio. O Rio Novo é o mais agredido nos últimos anos, levando poluição ao rio Parauapebas, que fica às margens da Floresta Nacional de Carajás”, registra a instituição. 

De acordo com o relato, os locais apresentam uma “recorrente extração ilegal de minérios, diversos deles com aplicações de sanções pelos órgãos ambientais”.

  • Mariane Barbosa

    Curiosa por vocação, é movida pela paixão por música, fotografia e diferentes culturas. Já trabalhou com esporte, tecnologia e América Latina, tema em que descobriu o poder da comunicação como ferramenta de defesa dos direitos humanos, princípio que leva em seu jornalismo antirracista e LGBTQIA+.

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