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SP: ONG denuncia descaso de autoridades após alagamento

Segundo a Associação Maria & Sininha, alagamento foi causado por falta de manutenção pública de sistema de drenagem
A imagem mostra a área onde fica a Associação Mar & Sininha alagada, após chuva na quarta-feira (31).

Foto: Reprodução/Redes Sociais

5 de fevereiro de 2024

A Associação Maria & Sininha publicou nas redes sociais que a sede está em “situação gravíssima”, após ser invadida por uma enchente causada pelas fortes chuvas em São Paulo, nos últimos dias. . Em postagens publicadas pela ONG, situada em Mata Virgem, divisa entre Diadema e a capital paulista, é possível notar os estragos causados nas dependências e a área parcialmente alagada.

A líder comunitária e ialorixá Luciana Bispo, coordenadora do Lar Maria & Sininha, comunicou que, apesar dos prejuízos ainda não contabilizados, todos estão fisicamente bem. O coordenador de Projetos e Obras da subprefeitura de Cidade Ademar, Zona Sul da capital, Kelsen Marcel de Oliveira Ferreira, visitou o local na quinta-feira (1).

O coordenador, no entanto, não tomou nenhuma medida imediata. A ONG foi informada de que o assunto seria discutido apenas nesta terça-feira (6), entre a Associação e representantes da subprefeitura, Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB) e da Secretaria Executiva do Programa Mananciais (SEHAB/Mananciais).

Em conversa com a Alma Preta Jornalismo, Luciana Bispo afirmou que essa não é a primeira vez que o ONG alaga. O local foi invadido pela água das chuvas no final de dezembro, nos dias 27 e 28, mas o da quinta-feira (31) foi o de maiores proporções. A causa, segundo a coordenadora, são as instalações públicas precárias.

A organização possui uma escada hidráulica, que faz a  captação de águas pluviais, instalada dentro da organização e ainda conta com outra tubulação que passa pelo local. Conforme denunciado por Bispo, essas estruturas não têm recebido manutenção por parte da subprefeitura. “É sempre muito custoso, precisa muita conversa, muito isso, muito aquilo, articulações”, conta.

Em 2023, o subprefeito Rogério Balzano foi notificado que a falta de revisão da tubulação causou o assoreamento em diversos pontos. Uma equipe chegou a ser enviada à Associação, mas, segundo Luciana, a manutenção foi feita com materiais inadequados. 

“Apontamos que não daria certo, mas a subprefeitura e os profissionais que estavam aqui ignoraram a nossa orientação”, diz a coordenadora. Desde então, os problemas com alagamento se tornaram recorrentes.

Luciana Bispo afirma que tentou entrar em contato, diversas vezes, com o subprefeito Rogério Balzano, mas não obteve sucesso. 

Ao ser questionada, a   Prefeitura de Diadema afirmou que “recebeu com tristeza a notícia do alagamento e se solidariza com a ONG Lar Maria & Sininha”, no entanto, o caso era de responsabilidade da subprefeitura atribuída ao bairro da Mata Virgem. A Alma Preta pediu um posicionamento da subprefeitura de Cidade Ademar e da Prefeitura de São Paulo, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

Lar Maria & Sininha

Fundado há 33 anos por Aparecida Bispo, o Lar Maria & Sininha é um espaço, localizado no bairro Eldorado, Zona Sul de São Paulo, que promove oficinas de capoeira, informática, dança, percussão, teatro e doação de cestas básicas para mais de 200 famílias atendidas pela associação no bairro Jardim Mata Virgem e o Morro do Macaco, divisa entre Diadema e a cidade de São Paulo.


A ONG nasceu como um abrigo temporário para crianças em situação de vulnerabilidade extrema retiradas dos pais por conselhos tutelares. Durante a década de 90 e 2000, muitas delas foram inseridas em programas de adoção ou retornada aos pais biológicos com a ajuda da Vara da Infância e da Juventude na região. A partir de 2010, Maria & Sininha deixou de ser um abrigo e tornou-se uma organização focada nos direitos da criança, adolescente e no auxílio às famílias pobres.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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