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SUS incorpora testagem mais eficaz para diagnóstico de HPV em mulheres

O câncer de colo do útero atinge 17 mil mulheres por ano; doença é a principal causa de morte feminina no Norte
A imagem mostra uma médica e uma paciente negra. No Brasil, mulheres negras são mais vulneráveis ao HPV.

Foto: Freepik

13 de março de 2024

O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) uma tecnologia de testagem molecular para detecção do papilomavírus humano (HPV), infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo, e do rastreamento do câncer de colo do útero.

A tecnologia possibilita a detecção e o diagnóstico precoce da doença e estará disponível para mulheres em todo o território nacional. Atualmente, o SUS utiliza o exame de Papanicolau como forma de rastreio do HPV, que deve ser realizado a cada três anos, já a nova testagem é recomendada a cada cinco anos.

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Carlos Gadelha, a incorporação da nova testagem é um avanço na busca de tratamentos que, de fato, atendam às necessidades da população e que facilitem o acesso à saúde. 

Ainda segundo o secretário, o câncer de colo do útero tem causa conhecida e atinge principalmente mulheres em situação de vulnerabilidade. O aumento da precisão no diagnóstico e no aumento do intervalo de rastreamento é um ganho, “já que facilita o acesso colocando uma inovação tecnológica de grande impacto à serviço da vida da população brasileira”.

A incorporação foi avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que considerou a tecnologia como a mais precisa  já ofertada no SUS.

O HPV atinge cerca de 17 mil mulheres por ano no Brasil e, apesar de poder ser prevenido, segue como uma das causas de câncer mais comuns. É a quarta maior causa de morte entre mulheres — principalmente negras, pobres e com baixos níveis de educação formal —, de acordo com o Ministério da Saúde.
O câncer de colo de útero é causado por uma infecção resistente a algum tipo de HPV, infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo. Mesmo com alternativas para a prevenção, vacinação, uso de preservativos e rastreio para diagnóstico precoce, a doença segue como uma das principais causas de óbitos entre mulheres em idade fértil no país. Na região Norte é a principal causa de morte entre mulheres.

  • Patricia Santos

    Jornalista, poeta, fotógrafa e vídeomaker. Moradora do Jardim São Luis, zona sul de São Paulo, apaixonada por conversas sobre territórios, arte periférica e séries investigativas.

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