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Terras indígenas têm preservação de biomas 31% maior, aponta estudo

A Mata Atlântica é uma das áreas mais conservadas pelas comunidades indígenas
Imagem da Terra Indigena Vale do Javari, no Amaonas, em 28 de novembro de 2018.

Imagem da Terra Indigena Vale do Javari, no Amaonas, em 28 de novembro de 2018.

— Bruno Kelly/Amazonia Real

3 de abril de 2025

De acordo com um estudo do Instituto Socioambiental (ISA) divulgado nesta quarta-feira (2), a demarcação das terras indígenas é fundamental para a preservação ambiental. A pesquisa revela que essas áreas apresentam uma  conservação 31,5% maior em comparação com regiões fora delas.

O relatório analisou 233  territórios que perderam 36,5% de sua vegetação original nos biomas Caatinga, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. As áreas foram consideradas reconhecidas independentes do processo de demarcação. 

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O documento aponta que o bioma Pampa é a área mais devastada devido ao desmatamento nos territórios analisados, com uma perda de 62,5% da vegetação nativa.

Por outro lado, as Terras Indígenas na Mata Atlântica têm desempenhado um papel fundamental na conservação das florestas remanescentes do bioma, preservando 53,7% da vegetação original.

Entre os biomas analisados, os dados mostram que mais de 90% do desmatamento da Mata Atlântica aconteceu até o ano 2000 para a maior parte dessas áreas.

Um dos principais pontos do estudo é que a demarcação das terras indígenas é uma medida eficaz para garantir o aumento da regeneração da vegetação nativa e a proteção das comunidades originárias.  No entanto, as comunidades ainda enfrentam práticas ilegais, atuação de garimpeiros e constantes ameaças.

“Somente a posse indígena efetiva é capaz de garantir a integridade socioambiental das Terras Indígenas. As políticas de demarcação, proteção e gestão territorial devem ter caráter integrado, que considerem aspectos sociais, culturais e ambientais, já que, além da degradação ambiental, as situações de conflitos e invasões também são uma grave ameaça aos direitos fundamentais dos povos indígenas e sua integridade física”, aponta o relatório.

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