PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

1° Encontro de Povos de Matriz Africana em Brasília celebra cultura afro-brasileira

O evento vai contar com paineis de debate, oficinas e manifestações culturais voltadas à comunidade afro-religiosa
Imagem da coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF (CLDF), Dani Sanchez, participante do evento.

Imagem da coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF (CLDF), Dani Sanchez, participante do evento.

— Divulgação

27 de março de 2025

O terreiro Ilé Odé Axé Opo Inle apresenta a primeira edição do “IPADÊ MIMÓ: Encontro de Povos de Matriz Africana” durante os dias 27 e 28 de março no campus Planaltina na Universidade de Brasília (UnB). O evento gratuito, das 9h às 17h, reúne manifestações culturais, oficinas e debates sobre temas como políticas públicas, ancestralidade e produção cultural nas comunidades de matriz africana. 

O encontro tem como objetivo oferecer um espaço de diálogo sobre as tradições afro-brasileiras, promovendo aprendizado, conexão e celebração. Com o apoio da Fundação Cultural Palmares e do Ministério da Cultura, o evento busca se afirmar como uma plataforma de diálogo e aprendizado, fundamentais para o combate ao racismo estrutural.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Entre os destaques da programação, está o painel “Fundamentos e Fronteiras: Políticas Públicas para Povos de Terreiro”, que será mediado por Jackeline Silva, descendente de quilombolas e militante do movimento de mulheres negras. A mesa contará com a participação de Helena Oliveira, chefe do Escritório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em Salvador, e Dani Sanchez, coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Os visitantes também poderão acompanhar outros dois debates importantes, como “Trilhas da Ancestralidade”, que abordará as conexões com a herança cultural afro-brasileira, e “Eco Culturais: Experiências Reais de Produção Cultural em Terreiros”, sobre histórias e iniciativas de resistência cultural.

O babalorixá Aurélio de Odé, dirigente do Ilé Odé Axé Opo Inle responsável pelo evento, destaca que o projeto pretende ressaltar as contribuições dos afro-brasileiros para a sociedade. Além de resgatar e valorizar as tradições das religiões de matriz africana, representando um ritual de encontro com a ancestralidade.

A programação inclui oficinas temáticas sobre o potencial sagrado das ervas medicinais, tranças nagô, amarração de turbante, dança ancestral, além da confecção da abayomi, boneca de pano artesanal que simboliza a resistência negra e a sabedoria dos povos africanos. O público também poderá explorar a feirinha de economia criativa e a Ciranda, um espaço lúdico e acolhedor dedicado às crianças presentes no evento.

Para encerrar a programação, os visitantes poderão acompanhar apresentações de maracatu e uma roda de samba. A participação no evento é gratuita, e as inscrições podem ser feitas por meio de um formulário disponível no site.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano