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Concurso ‘Noite da Beleza Negra’ se tornará patrimônio imaterial da Bahia

O processo de patrimonialização do evento foi autorizado no último sábado (13), pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT)
A imagem mostra o governador Jerônimo Rodrigues e representantes do concurso "Noite da Beleza Negra" segurando uma placa do processo de patrimonialização.

Foto: Mateus Pereira/GOVBA

15 de janeiro de 2024

Neste sábado (13), o bloco Ilê Aiyê marcou o início das celebrações oficiais de seus 50 anos com a 43ª Noite da Beleza Negra, realizada em Salvador, na Bahia. O evento contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e autoridades estaduais. Larissa Valéria Sá Sacramento foi coroada Deusa do Ébano de 2024, sucedendo Dalila dos Santos Oliveira, Deusa de 2023.

Durante a cerimônia, a Noite da Beleza Negra teve aprovado o processo de patrimonialização como bem cultural imaterial do estado da Bahia pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), em parceria com a Secretaria de Cultura e a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais.

Durante o evento, o governador destacou a importância do concurso e anunciou a iniciativa de patrimonializar a festa, reconhecendo a dívida social com a instituição pioneira. Além de representar o Ilê Aiyê no Carnaval de 2024, a Deusa do Ébano acompanhará o bloco em shows nacionais e internacionais.

O concurso, assim como o próprio Bloco Ilê Aiyê, foi precursor na luta antirracista na década de 1970 em Salvador, buscando exaltar a beleza das mulheres negras e resgatar uma cultura de valorização estética negra.

A noite em celebração aos 50 anos do bloco contou com apresentações de Ellen Oléria, Band’Aiyê, Carlinhos Brown e Russo Passapusso, seguindo o tema do Carnaval de 2024 “Vovô e Popó, com a benção de Mãe Hilda Jitolu. A invenção do Bloco Afro. Ah, se não fosse o Ilê Aiyê!”

Concurso Beleza Negra

O concurso marca o início das festividades carnavalescas em Salvador, sendo o primeiro evento negro com essa distinção. Sua criação foi uma resposta à predominância do racismo na cena cultural da cidade nos anos 1970. Nessa época, os blocos carnavalescos, com suas rainhas, eram majoritariamente compostos por pessoas brancas.

Diante desse cenário, Sergio Roberto dos Santos, militante do movimento negro e cofundador do bloco Ilê Aiyê, propôs a instituição de um concurso destinado a eleger uma mulher negra como rainha e representante do bloco afro.


O documentário Outra Face (2016), produzido por Val Benvindo, aborda sobre a importância do evento na sociedade baiana. Confira abaixo, na íntegra:

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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