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Maracatu Nação pode se tornar patrimônio cultural imaterial da humanidade

Documento que lista a manifestação artística como bem cultural será avaliado pela Unesco
Imagem mostra grupo da Nação Maracatu.

Imagem mostra grupo da Nação Maracatu.

— Acervo/Iphan

2 de abril de 2025

O Ministério da Cultura e das Relações Exteriores enviaram na segunda-feira (31) o pedido de candidatura do Maracatu Nação à lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O documento foi entregue à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para avaliação junto ao Comitê para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial.

O documento foi elaborado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e pelas comunidades detentoras do bem, registrado como patrimônio cultural do Brasil em 2014.

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O Maracatu, também conhecido como Maracatu de Baque Virado, é uma manifestação artística da cultura popular originária do Recife. Durante o período de Carnaval, os grupos desfilam em cortejo pelas ruas, apresentando uma combinação de elementos da cultura brasileira e dos povos de terreiro.

Desde 2014, o Maracatu de Baque Solto e o Maracatu de Baque Virado são reconhecidos como patrimônios artísticos e culturais de Recife. A manifestação é caracterizada pela musicalidade, dança e pela forte presença das religiões afro-brasileiras.

A indicação para o tombamento de um bem cultural foi aprovada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, órgão de decisão máxima do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsável pelos registros e tombamentos de bens culturais. A aprovação ocorreu ainda neste ano.

Com o envio da documentação necessária, a Unesco deve apreciar a candidatura do bem cultural até o final de 2026.

Além do Maracatu, outros sete bens culturais brasileiros estão inscritos na lista:  os modos de preparar o queijo minas, o Complexo Cultural do Bumba Meu Boi do Maranhão, a roda de Capoeira, o Círio de Nazaré da cidade de Belém, o frevo, as expressões orais e gráficas dos Wajapis e o Samba de Roda do Recôncavo Baiano.

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