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Trajetória de Lima Barreto é tema de documentário inédito sobre o escritor

O filme defende que a obra literária do jornalista vai além das dificuldades de sua vida
A imagem mostra Lima Barreto, pintado na rua Major Mascaranhas, no Cachambi, em ação do Projeto Negro Muro.

Foto: Márcia Foletto

1 de fevereiro de 2024

A história do jornalista e escritor Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) vai virar um filme inédito. A trajetória do autor, marcada pelo racismo e pela exclusão, será contada em “Noite e Dia: Lima Barreto, Obra & Vida”, uma obra do Curta!, canal independente dedicado às artes, cultura e humanidades. A estreia está prevista para 1º de fevereiro.

Dirigido por Rodrigo Grota, o documentário segue a premissa de que a obra literária de Lima Barreto não pode ser reduzida apenas às dificuldades de sua vida. Ao mesmo tempo, reconhece que a qualidade de sua escrita está ligada às experiências pessoais do autor. 

A produção apresenta a história do autor com depoimentos de especialistas e performances teatrais narrando pedaços de suas obras, nas quais ele dava voz às camadas mais populares do Rio de Janeiro, além de retratar momentos de sua infância e juventude.

Ao longo da vida, Lima Barreto escreveu diversos romances, como “Recordações do Escrivão Isaías Caminha” (1909), “Triste Fim de Policarpo Quaresma” (1911) e “Clara dos Anjos” (1922/1948), além de sátiras, contos e crônicas publicadas em jornais e revistas populares ilustradas.

Segundo os especialistas presentes na produção, os textos do jornalista carioca tinham um olhar panorâmico para o cotidiano da cidade, incorporando novos modos de vida que eram parte de uma urbanização recente e que ainda estava em pleno desenvolvimento à época. 

Beatriz Resende, professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ressalta que Lima Barreto foi uma voz dissonante na literatura do início do século XX. Em sua visão, além de ter rompido com a escrita e os ideais dominantes da época, o autor lançou o seu olhar a quem necessitava de atenção. “Precisamos voltar a ver a força dessa literatura. Uma literatura política, uma literatura preocupada com as minorias, uma literatura antirracista”, pontua.

O documentário pode ser assistido no streaming CurtaOn ou no site do Curta!

  • Mariane Barbosa

    Curiosa por vocação, é movida pela paixão por música, fotografia e diferentes culturas. Já trabalhou com esporte, tecnologia e América Latina, tema em que descobriu o poder da comunicação como ferramenta de defesa dos direitos humanos, princípio que leva em seu jornalismo antirracista e LGBTQIA+.

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