PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Deputado de extrema-direita aciona MPF contra edital do BNDES voltado a arquitetos negros

Para o deputado federal Hélio Lopes, o edital do BNDES destinado à arquitetos ou urbanistas negros para a revitalização da Pequena África é excludente
O deputado federal Hélio Lopes.

O deputado federal Hélio Lopes.

— Reprodução / Câmara de Deputados

4 de abril de 2025

O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) acionou o Ministério Público Federal (MPF) contra o recente edital do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), voltado a arquitetos negros desenvolverem projetos de preservação para a região da Pequena África, no Rio de Janeiro.

Localizado na zona portuária da capital fluminense, o território abriga o sítio arqueológico Cais do Valongo, considerado patrimônio cultural mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) desde 2017.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

O edital do BNDES é destinado a equipes lideradas por arquitetos e urbanistas negros para a criação de um distrito cultural que também funcione como um museu ao ar livre. As propostas devem considerar a valorização da identidade cultural afro-brasileira e a herança africana do local.

Para o parlamentar, a restrição do edital, que permite a participação apenas de candidatos autodeclarados negros, é excludente e segregacionista. 

Em nota publicada no X (antigo Twitter), o deputado declarou que “mérito, dignidade e igualdade não têm cor”.

“É justamente por isso que não aceito que a cor da pele seja usada como critério pra excluir brasileiros de um concurso público. Lutar contra o racismo não pode significar criar novos muros”, declarou Lopes.

https://twitter.com/depheliolopes?ref_src=twsrc%5Egoogle%7Ctwcamp%5Eserp%7Ctwgr%5Eauthor

“Não podemos admitir que um edital excludente tenha validade. Temos que coibir qualquer prática discriminatória, conforme preconiza a legislação, mas o que vemos nesse edital é uma exclusão total de profissionais não negros, o que pode configurar discriminação e inconstitucionalidade”, completou.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Graduanda de Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano