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MEC defende produção de mais dados sobre educação indígena e quilombola

Seminário promovido pelo ministério em parceria com o INEP e UNESCO busca levantamento de populações marginalizadas e vulneráveis visando políticas públicas eficazes
A imagem mostra Zara Figueiredo, secretária da Secadi, presente no evento promovido pelo MEC para discutir equidade na educação

Foto: Fábio Nakakura/MEC

14 de dezembro de 2023

Na terça-feira (12), teve início o “Seminário Dados para Quê – Formulação, financiamento, monitoramento e avaliação da equidade educacional”, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (Inep) e pela representação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil.

O evento reuniu pesquisadores, especialistas, secretários estaduais e municipais de educação e técnicos das secretarias de educação. O encontro debateu a produção, a qualidade e o aperfeiçoamento de dados voltados às modalidades de ensino e temáticas educacionais da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC.

Os dados serão usados para criar, acompanhar, financiar, organizar e avaliar as políticas públicas, buscando tornar a educação mais justa para todos. Durante o Seminário, serão feitas sugestões para os três níveis de governo sobre como coletar, divulgar e usar os dados de maneira apropriada.

“Acreditamos que os dados de qualidade requerem construtos analíticos sólidos, ou seja, se a gente vai tratar aqui de dados de equidade, não nos parece suficiente ter uma boa capacidade de modelagem. A gente precisa conhecer e compreender a fundo a educação escolar indígena, a educação escolar quilombola, a educação especial na perspectiva inclusiva, a educação ambiental. Só a partir de um conhecimento teórico analítico muito profundo seremos capazes de produzir bons dados, sejam eles para formular, implementar ou monitorar as nossas políticas”, afirmou Zara Figueiredo, secretária da Secadi, durante o evento.

Figueiredo destacou a importância de aperfeiçoar os indicadores e produzir outros que apontem caminhos para formular correções de rumo, bem como para monitorar e retroalimentar as políticas.

“É preciso dar cor, gênero, textura e regionalidade para os dados, para que expressem efetivamente esses grupos. Como vamos medir a equidade? Que processo a gente vai precisar considerar nessa mensuração? Porque equidade é processo, mas também é resultado. Como formularemos as políticas para equidade e como a monitoraremos? Essa é a provocação intelectual que eu trago para cada um de vocês”, finalizou.

Durante os painéis, foram lançadas as atualizações dos “Indicadores da Qualidade na Educação – Relações Raciais na Escola”. O material é fruto de uma ação coletiva entre: MEC; Ministério da Igualdade Racial (MIR); UNICEF; Projeto Sistema Educacional Transformador e Antirracista (Projeto Seta); Universidade Federal da Bahia (UFBA); e Universidade de São Paulo (USP).

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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