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Partido afro é lançado em Curitiba para disputar eleições de 2024

A sigla reúne representantes de quilombos, periferias e outras frentes em defesa dos direitos da população negra
Imagem mostra um punho erguido em primeiro plano, ao fundo está a bandeira do Brasil.

Foto: Reprodução/Sindicato dos Metalúrgicos

8 de dezembro de 2023

Mirando nas eleições de 2024, o Partido Afrobrasilidade se prepara para ingressar no cenário político de Curitiba. Nesta sexta-feira (8), o Afro, como é conhecido, realizou o seu primeiro congresso estadual no Instituto Federal do Paraná (IFPR).

O partido nasceu em Minas Gerais sob a liderança de Weder Bueno com o propósito de ser um suporte para a população negra, que representa 55,8% da população brasileira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As pautas da sigla levam em consideração os desafios econômicos, sociais e educacionais desta população. 

Atualmente ativo em 15 estados, incluindo Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ), o partido expandiu suas atividades recentemente para Curitiba (PR), onde reúne representantes de quilombos, periferias e outras frentes que defendem os direitos da população negra brasileira. A cifra escolhida para a votação nas urnas foi o número 95.

Após quatro anos de formação e três encontros nacionais, incluindo duas convenções, a sigla recebeu a aprovação oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em setembro de 2023. A coleta de assinaturas de apoio à fundação do partido registrou cerca de 550 mil assinaturas, equivalente a 1% do eleitorado de cada estado, como exigem as normas do TSE.

No Paraná, onde 35% da população é negra, o partido Afro está sob a batuta do advogado José Luiz Teixeira, presidente do Instituto Sorriso Negro dos Campos Gerais e membro do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial da cidade de Ponta Grossa.

Além do AfroBrasilidade, outros 23 partidos políticos buscam obter o registro de criação junto à Justiça Eleitoral. Essa cifra representa aproximadamente dois terços do total de siglas ativas atualmente, que são 30

  • Mariane Barbosa

    Curiosa por vocação, é movida pela paixão por música, fotografia e diferentes culturas. Já trabalhou com esporte, tecnologia e América Latina, tema em que descobriu o poder da comunicação como ferramenta de defesa dos direitos humanos, princípio que leva em seu jornalismo antirracista e LGBTQIA+.

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