Levando o protagonismo negro e a liderança feminina para o cenário internacional, três produções brasileiras foram consagradas durante a 37° edição do Cinélatino, festival de cinema latino-americano em Toulouse, na França.
O cinema brasileiro dominou o festival, reafirmando o talento e a força do país na cena internacional, com destaque para o longa “A melhor Mãe do Mundo”, vencedor dos prêmios Rail D’Oc, Prêmio Cine+Festival e o Prêmio do Público de Melhor Ficção. A narrativa traz uma história potente vivenciada por uma mulher negra em situação de vulnerabilidade, interpretada por Shirley Cruz, com direção e roteiro de Anna Muylaert.
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Na trama, a personagem Gal, interpretada pela atriz Shirley Cruz, atravessa a cidade de São Paulo com os dois filhos pequenos, Rihanna e Benin, fugindo da violência do marido Leandro, vivido pelo cantor Seu Jorge. Ao longo dessa jornada, Gal transforma a dura realidade das ruas em uma grande aventura com o intuito de preservar a inocência das crianças.
O elenco também conta com Rihanna Barbosa, Benin Ayo, Luedji Luna, além das participações de Katiuscia Canoro, Dexter e Lourenço Martinelli.
A diretora e roteirista Luiza Botelho foi premiada com o prêmio Producer Network pelo seu próximo longa-metragem de ficção “Saudade”, desenvolvido em colaboração com o pai, o cineasta Joel Zito Araújo, reconhecido por retratar o racismo e a desigualdade racial no audiovisual brasileiro.
O ator Danny Glover será o protagonista da trama que narra a história de Baltasar, um ex-policial cabo-verdiano aposentado nos EUA. Ao receber a notícia de um câncer terminal, ele decide retornar à terra natal para revisitar o passado. Entre Salvador e os Estados Unidos, a trama explora o choque de valores e o encontro entre gerações negras da diáspora africana.
Já o filme “Paisagem de Inverno”, do diretor Marco Antônio Pereira, recebeu três prêmios na categoria Cinema em Construção, voltado para filmes em fase de finalização.
O longa apresenta a trajetória de Gabriela, uma protagonista negra em meio a um Brasil rural, que deve escolher entre trabalhar ou ficar na capital para apoiar sua família, cuja casa está ameaçada por grandes interesses econômicos. O diretor propõe uma reflexão sobre a juventude brasileira e os impactos da exploração mineral sobre comunidades tradicionais.