O juiz e professor Edinaldo César Santos Júnior foi encontrado morto neste domingo (1), em seu apartamento no bairro Atalaia, em Aracaju (SE). Reconhecido por sua atuação na promoção da equidade racial no Judiciário e na defesa dos direitos humanos, o magistrado teve uma carreira de destaque nacional.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP), não foram identificados sinais de violência no corpo de Edinaldo e nem no local. A causa da morte será esclarecida após exames realizados pelo Instituto de Análise e Pesquisa Forense.
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Em sua trajetória, o juiz contribuiu para projetos importantes na justiça em defesa de causas sociais, área da infância, juventude e direitos humanos. Edinaldo foi um dos idealizadores do Encontro Nacional de Juízes e Juízas Negros (Enajun). Atualmente, exercia a função de juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e também atuava como juiz de Direito no Tribunal de Justiça de Sergipe.
Além disso, Edinaldo era doutorando e mestre em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e também atuava como professor de temas relacionados a questões raciais.
Em maio deste ano, Edinaldo foi indicado pelo ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, para integrar a delegação brasileira na 99ª Sessão do Comitê dos Direitos da Criança da ONU, em Genebra, na Suíça. Na ocasião, esteve ao lado da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo.
Reconhecimento no poder judiciário
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lamentou a perda do magistrado no judiciário brasileiro. Para Rose Morais, secretária-geral do Conselho Federal, sua trajetória inspirou a luta pela inclusão e promoção da igualdade racial.
“O juiz Edinaldo César foi um defensor incansável da inclusão e da igualdade racial no sistema de Justiça. Sua trajetória honra a magistratura e nos convoca a seguir firmes no combate ao racismo institucional”, disse na nota.
O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) também se manifestou por meio de uma nota, destacando o profissionalismo e a relevância de sua atuação nos direitos humanos.
“Contribuiu significativamente para importantes projetos e políticas institucionais em prol da eficiência e da modernização do Judiciário, notadamente nas áreas da infância e juventude e direitos humanos”, destacou.