O designer quilombola Dih Moraes lançou uma vaquinha para custear sua viagem para levar sua coleção à 8° edição do “Fancy África 2025” evento realizado em Maputo, capital de Moçambique, entre 22 e 27 de setembro. Essa é a primeira vez que o encontro, que celebra a moda e os designers africanos para um público global, seleciona marcas de artistas brasileiros.
Nesta edição, o tema será “Ubuntu”, filosofia africana baseada no bem-estar das comunidades por meio da sustentabilidade e coletividade. A partir desses princípios, a marca Dih Moraes foi convidada para apresentar a coleção “Quilombo Barro Preto”, estreia solo do designer, inspirado pela sua origem e produzida por mulheres pretas artesãs do quilombo Barro Preto, localizado em Jequié (BA), cidade natal do artista e onde sua família ainda reside.
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A apresentação em Moçambique será uma continuação do desfile realizado por Dih Moraes na Brasil Eco Fashion Week 2024, onde o estilista baiano, quilombola e LGBTQIAPN+ fez sua estreia em grande escala. A coleção foi criada para fomentar a economia local e homenagear sua avó e mãe, com elementos inspirados no ambiente do sertão e no clima da caatinga.
Um dos destaques das criações é a cabaça, fruto de origem africana com valor simbólico. Introduzida no Brasil por povos africanos escravizados, a cabaça é incorporada manualmente nas peças feitas pelo próprio designer.
Além de roupas, a produção do designer também se amplia para a decoração, com peças que incluem vestuário, bolsas, calçados, esculturas e luminárias. Sua arte também carrega símbolos do candomblé, religião do artista, buscando valorizar e evidenciar a potência das religiões de matriz africana.
A vaquinha tem como objetivo custear despesas com passagens de ida e volta, visto, hospedagem, alimentação e gastos extras. As contribuições podem ser feitas por meio do site.