No último domingo (22), a 29ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo reuniu aproximadamente 48,7 mil pessoas, de acordo com levantamento da Universidade de São Paulo (USP).
A análise do público foi realizada pelo “Monitor do debate político” do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), coordenado por docentes da USP em conjunto com a ONG Mais em Comum.
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A medição foi realizada com um método que utiliza ferramentas de inteligência artificial para examinar 127 fotos aéreas capturadas entre 12h e 14h37. O procedimento apresenta precisão de 72,9%.
Com o tema “Envelhecer LGBT+: Memória, Resistência e Futuro”, o evento pautou a realidade das pessoas idosas da comunidade e destacou a importância das trajetórias que pavimentaram as conquistas atuais.
A programação teve início às 10h e contou com transmissão ao vivo pela DiaTV, em parceria com o canal da ParadaSP no YouTube. Além dos trios temáticos, a atividade promoveu ações de visibilidade com mensagens sobre memória, resistência e manifestações pelo fim da escala 6×1.
A estrutura contou com intérpretes de Libras e espaços acessíveis, com rampas, pistas adaptadas, banheiros e áreas reservadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Segundo a Associação da Parada do Orgulho LGBT de SP (APOLGBT-SP), a meta ambiental deste ano foi reciclar 50% dos resíduos descartados durante a programação.
O evento também contou com a participação da ministra dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC), Macaé Evaristo, acompanhada da secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, e do secretário Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva.
“Gostaria de saudar o tema desta Parada, a ousadia e a coragem de debater o envelhecimento LGBTQIA+, porque a nossa luta contra a violência também é luta pelo direito de envelhecer. E o nosso grupo de Memória e Verdade da Secretaria, junto com as pessoas mais velhas que vieram antes de nós, está recontando a nossa história a partir de nós mesmas”, declarou Larrat, em nota do MDHC.