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Orgulho negro e LGBTQIAPN+: a interseção invisível que precisa ser celebrada

Dentro dessa diversidade, há interseções que muitas vezes permanecem à margem, como a vivência de pessoas negras
Público da parada LGBT+, em São Paulo.

Público da parada LGBT+, em São Paulo.

— Daniel Mello/Agência Brasil

8 de junho de 2025

O mês de junho, conhecido mundialmente como o Mês do Orgulho LGBTQIAPN+, é um período de celebração, resistência e visibilidade para a comunidade.

No entanto, dentro dessa diversidade, há interseções que muitas vezes permanecem à margem, como a vivência de pessoas negras LGBT+. É fundamental reconhecer e valorizar essas experiências, que enfrentam camadas adicionais de discriminação e invisibilidade.

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Dados recentes revelam que a população negra LGBTQIAPN+ no Brasil enfrenta desafios significativos. O dossiê “Qual é a cor do invisível?”, publicado pelo Instituto Internacional sobre Raça, Igualdade e Direitos Humanos, destaca que 82% das transexuais assassinadas no Brasil em 2019 eram negras . Além disso, a falta de dados específicos sobre essa população dificulta a formulação de políticas públicas eficazes.

O Mês do Orgulho deve ser um momento de reflexão e ação. É essencial que a sociedade reconheça e celebre a diversidade dentro da própria comunidade LGBTQIAPN+, dando voz e visibilidade às pessoas negras que enfrentam múltiplas formas de opressão. Somente assim poderemos construir uma sociedade verdadeiramente inclusiva e justa para todos.

A editoria Quilombo reúne textos opinativos. Este é um artigo de opinião e não representa necessariamente a visão da Alma Preta sobre quaisquer temas.

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  • Felipe Ruffino

    Felipe Ruffino é jornalista, pós-graduado em Assessoria de Imprensa e Gestão da Comunicação, possui a agência Ruffino Assessoria e ativista racial, onde aborda pautas relacionada à comunidade negra em suas redes sociais @ruffinoficial.

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