A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) participou nesta terça-feira (24) da Semana de Ação Climática de Londres, na Inglaterra. O evento, intitulado “A liderança das mulheres em ações climáticas e de conservação precisa de mais apoio financeiro”, reuniu representantes de organizações de base da África, Ásia e América Latina.
O encontro teve como foco central a urgência de garantir financiamento direto, equitativo e baseado em direitos para mulheres indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais.
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Durante o painel, a ativista ambiental Kátia Penha destacou o papel crucial das comunidades quilombolas na preservação da biodiversidade no Cerrado e na Amazônia. Também denunciou a histórica exclusão das mulheres negras quilombolas na participação efetiva das políticas públicas de meio ambiente.
Kátia ressaltou o papel das mulheres como guardiãs da biodiversidade e das práticas sustentáveis de uso da terra. Ao mesmo tempo, destacou que essas mulheres enfrentam diversas barreiras, como o racismo ambiental, a negação do direito à terra, a insegurança territorial e a invisibilidade nos sistemas formais de financiamento.
Segundo o coletivo, o evento, realizado às vésperas da Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP 30, reforçou a importância de mulheres quilombolas na construção de soluções reais e sustentáveis para a crise climática.