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Rio teve apenas 8 dias sem tiroteios em 2025; 37% ocorreram em ações policiais

Até 14 de julho de 2025, o Instituto Fogo Cruzado registrou 898 tiroteios na cidade do Rio de Janeiro
A imagem mostra uma pessoa atirando.

A imagem mostra uma pessoa atirando.

— Reprodução / Agência Senado

16 de julho de 2025

Em 2025, a cidade do Rio de Janeiro registrou cerca de 898 tiroteios, dos quais 37% ocorreram em operações policiais. As informações são do recente levantamento do Instituto Fogo Cruzado, divulgado nesta quarta-feira (16). 

Entre janeiro e julho deste ano, a capital fluminense teve apenas oito dias sem nenhuma ocorrência de tiroteio. Ao todo, os casos resultaram em 235 pessoas mortas e 257 feridas. 

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Segundo o Fogo Cruzado, Vila Isabel, na Zona Norte, foi o bairro com mais tiroteios registrados (74). Cascadura e Vicente de Carvalho aparecem em seguida com, respectivamente, 61 e 51 casos. Ao todo, a Zona Norte concentrou 260 ocorrências. 

No período analisado, até 14 de julho, janeiro (190) e junho (166) foram os meses com maior número de tiroteios. Com 119 casos, março foi o mês com menos ocorrências. Apesar de ainda incompleto, julho já soma 48 tiroteios. 

Grande Rio

De acordo com o último relatório do instituto, publicado na última quarta-feira (9), a Região Metropolitana do Rio de Janeiro atingiu a marca de 231 tiroteios em junho. O número representa um aumento de 7% em comparação com o mesmo período de 2024. 

Do total, 69 (30%) aconteceram em operações da polícia. Ao todo, 67 pessoas foram mortas e 69 ficaram feridas. O documento indica um aumento de 2% no percentual de mortes em comparação com 2024. 

Além da capital, São Gonçalo e São João de Meriti foram os municípios com mais registros, somando 24 tiroteios e quatro mortes. Entre as seis regiões que contemplam a Grande Rio, com exceção da capital, a Baixada Fluminense reuniu mais tiroteios (38) e mortes (23). 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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