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Operações policiais causaram mais de 6 mil mortes no Brasil em 2024

Relatório do Ministério da Justiça aponta que São Paulo teve aumento de 61,31% nas mortes por ações policiais em 2024
Policiais militares em uma rua da favela de Paraisópolis, em São Paulo, Brasil, no dia 6 de novembro de 2012.

Policiais militares em uma rua da favela de Paraisópolis, em São Paulo, Brasil, no dia 6 de novembro de 2012.

— Reprodução/ AFP

12 de junho de 2025

Em 2024, o Brasil registrou 6.134 mortes em decorrência de operações policiais, com uma média diária de 17 casos. As informações são da recente edição do Mapa da Segurança Pública, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) na quarta-feira (10).

Apesar do número expressivo, a pasta indica uma redução de 4,02% em comparação com as 6.391 ocorrências registradas em 2023. Os estados da Bahia (1.557), São Paulo (813) e Rio de Janeiro (699) se destacam como as regiões com mais óbitos.

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De acordo com o MJSP, as mortes em decorrência de ações da polícia baiana corresponde a 25,38% do total nacional.

Outros nove estados registraram mais de 100 casos em 2024: Pará (597), Goiás (381), Paraná (304), Mato Grosso (199), Minas Gerais (199), Ceará (189), Sergipe (145), Amapá (137) e Rio Grande do Sul (136).

Na análise por unidade federativa, o levantamento destaca o aumento de 61,31% nas mortes por intervenções policiais em São Paulo, em comparação com as 504 ocorrências de 2023.

Em números absolutos, a maior queda foi observada no Rio de Janeiro, com 172 mortes a menos que em 2023. Conforme indica o estudo, o valor equivale a uma redução de 19,75%.

O documento também aponta um índice nacional de letalidade por intervenção policial de 2,89 mortes para cada mil habitantes, uma leve redução em relação a 2023, quando foi de 3,02.

O perfil das vítimas, segundo o Ministério da Justiça, é majoritariamente masculino (97,16%). As mulheres representaram 0,75%, enquanto 2,09% dos casos não apresentaram informação sobre o sexo da vítima. O documento não apresentou dados raciais sobre as ocorrências.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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