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Mortes em chacinas policiais aumentam 235% em Salvador e região metropolitana

Relatório do Instituto Fogo Cruzado indica que o índice de adolescentes baleados em operações policiais cresceu mais de 300%
Três viaturas da Polícia Militar do Estado da Bahia (PMBA).

Três viaturas da Polícia Militar do Estado da Bahia (PMBA).

— Reprodução / PMBA

21 de julho de 2025

Os seis primeiros meses de 2025 registraram um aumento de 235% nas mortes em chacinas policiais em Salvador e na região metropolitana. As informações são do relatório semestral do Instituto Fogo Cruzado, divulgado nesta segunda-feira (21).

É considerada chacina policial as operações que vitimam três ou mais pessoas. Segundo o levantamento, somente neste ano foram 57 mortes em 14 chacinas policiais, um aumento significativo em relação a 2024, que teve cinco ocorrências.

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De acordo com o Fogo Cruzado, as ações policiais foram responsáveis por 42% dos 839 tiroteios em Salvador e região. Entre os 700 mortos e 164 feridos, as forças de segurança representaram, respectivamente, 43,5% e 26% dos casos.

O número de adolescentes baleados em ações policiais teve um salto de 367%, com 14 feridos no primeiro semestre. Em 2024, houve apenas três adolescentes feridos. 

Além das chacinas, o relatório descreve a atuação policial como marcada pelo confronto e pela “escassez de critérios de proteção à vida”. Comparado ao último ano (309), o número de pessoas baleadas em operações da polícia cresceu 12% (347). 

Em 2024, 248 das 309 pessoas baleadas morreram nas ações. Já em 2025, foram 305 mortes entre os 347 casos registrados.

Para a coordenadora regional do Instituto Fogo Cruzado na Bahia, Tailane Muniz, as informações levantadas são preocupantes e demonstram o quão falha é a atual política de segurança pública no estado. 

“Os dados do primeiro semestre de adolescentes e chacinas policiais mostram que a Bahia continua insistindo numa fórmula que deu errado: a política do confronto para fazer segurança pública. Foi essa política que nos trouxe até aqui e não há sinais, pelo menos é o que vemos nos dados, de que ela será repensada”, ressaltou em nota à imprensa.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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