A 19° edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública,divulgado nesta quinta-feira (24), aponta que os casos de racismo e injúria racial cresceram entre 2023 e 2024 em todo o país.
Os crimes de racismo passaram de 14.919 para 18.923 nesse período, o que representa um aumento de 26,3% na taxa por 100 mil habitantes. Já os registros de injúria racial tiveram crescimento ainda maior, de 12.813 para 18.200, representando uma alta de 41,9%.
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O Distrito Federal lidera o ranking de ocorrências de racismo, com 30 casos a cada 100 mil habitantes. Na sequência, aparecem o Rio Grande do Sul, com 22,1%, e São Paulo, com 17,9%. Já em relação à injúria racial, Santa Catarina aparece no topo, com taxa de 25,4%, seguida pelo Distrito Federal 24% e Rondônia 18,9%.
Violência contra a comunidade LGBTQIAPN+ e a ausência de dados
O levantamento também traz dados sobre violência contra a população LGBTQIAPN+, com foco em três tipos de crimes: lesão corporal, homicídio doloso e estupro. Houve queda nos casos de homicídios e estupros entre 2023 e 2024, mas um leve aumento nas lesões corporais.
Os registros de lesão corporal subiram de 4.836 para 4.929. A maior queda ocorreu nos homicídios dolosos, com redução de 26,3%. Já os casos de estupro diminuíram 14,6% em relação ao ano anterior.
Apesar dos dados, o Anuário aponta dificuldades na coleta de informações pela inconsistência de dados em dez estados. Segundo a pesquisa, estados como Amazonas e Rio de Janeiro não registraram nenhum dado nas três categorias analisadas para a população LGBTQIAPN+. A Bahia informou não possuir registros de homicídio doloso com esse recorte.
“Com relação à ausência de registros no período, Acre, Distrito Federal, Goiás, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe referiram não ter tido nenhum caso de homicídio doloso contra LGBTQIAPN+. Não ter dados é parte do sintoma da violência”, destaca um trecho do estudo.