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Campanha convida educadores a compartilhar histórias de combate ao racismo

Iniciativa recebe inscrições de educadores até 17 de agosto e vai compilar histórias inspiradoras em livro digital e impresso
Uma mulher negra sentada ensinando algo para uma criança negra sentada numa carteira escolar.

Uma mulher negra sentada ensinando algo para uma criança negra sentada numa carteira escolar.

— Reprodução/Unsplash

5 de agosto de 2025

O Programa Nacional de Educação Empreendedora (PNEE) lançou a campanha “Educação Antirracista: Histórias Inspiradoras”, com o objetivo de dar visibilidade a experiências de educadores e gestores escolares que atuam no combate ao racismo dentro e fora da sala de aula. A ação, disponível na plataforma CER Histórias, está com inscrições abertas até o dia 17 de agosto para profissionais da rede pública e privada de ensino, em todos os níveis educacionais.

A campanha busca destacar práticas que promovem a valorização das contribuições africanas e afro-brasileiras em diversas áreas do conhecimento, incentivando ações concretas para a construção de ambientes educacionais mais diversos e inclusivos.

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As histórias inscritas farão parte de uma coletânea ilustrada, a ser disponibilizada em versões impressa e digital. Os educadores selecionados receberão exemplares físicos do livro e poderão ser convidados a participar de um evento presencial durante a Semana da Consciência Negra, em Minas Gerais.

Fabiana Pinho, gerente de Educação Empreendedora do Sebrae Minas, destaca que a iniciativa pretende sensibilizar a comunidade escolar sobre o impacto do racismo na aprendizagem e convivência, além de reconhecer experiências de resistência, superação e transformação. “Nosso objetivo é estimular práticas antirracistas nas instituições de ensino e valorizar quem já atua nessa frente”, afirma em nota.

Base legal e desafios para uma educação antirracista no Brasil

O combate ao racismo nas escolas e a promoção da educação antirracista estão previstos em documentos como a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e o Plano Nacional de Educação (PNE). A legislação brasileira também inclui marcos específicos, como a Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira na educação básica, e a Lei nº 11.645/2008, que ampliou a obrigatoriedade para incluir também as culturas indígenas.

Essas leis representaram avanços significativos, mas a implementação efetiva da educação antirracista ainda enfrenta desafios estruturais. Muitas escolas carecem de formação adequada para seus educadores e de materiais pedagógicos que contemplem de forma transversal as relações étnico-raciais.


Para auxiliar educadores no desenvolvimento de práticas antirracistas, o CER lançou o e-book “Caminhos para construir a educação antirracista na escola”. O material apresenta sugestões de atividades, relatos de experiências que empoderam os estudantes e orientações sobre expressões racistas que devem ser eliminadas do vocabulário escolar.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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