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Debate on-line reflete sobre os 75 anos do 1° Congresso do Negro Brasileiro

Iniciativa organizada pelo Ipeafro discute os impactos do evento organizado pelo Teatro Experimental do Negro em 1950
Capa do jornal "A Manhã", que integra o acervo de Abdias Nascimento no Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro).

Capa do jornal "A Manhã", que integra o acervo de Abdias Nascimento no Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro).

— Divulgação/Ipeafro

2 de setembro de 2025

O Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) realiza na quinta-feira (4) uma edição especial de sua coluna com um debate ao vivo em celebração aos 75 anos do 1º Congresso do Negro Brasileiro. A discussão será transmitida pelo canal “Pensa Africanamente”, no YouTube.

A data faz referência ao período de realização do congresso, que ocorreu entre os dias 26 de agosto e 4 de setembro de 1950, no Rio de Janeiro. O debate propõe refletir sobre o impacto histórico do evento voltado à população negra e suas conexões com as lutas contemporâneas pela promoção da igualdade racial.

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O congresso foi organizado pelo Teatro Experimental do Negro, fundado e liderado pelo poeta, artista plástico e ativista Abdias Nascimento e reuniu intelectuais e lideranças negras de todo o país. O evento marcou história ao propor uma nova abordagem sobre as questões raciais no Brasil, reposicionando a população negra como protagonista de sua própria narrativa.

Considerado um divisor de águas, o congresso rompeu com a abordagem dominante dos chamados “estudos do negro”, que tratavam a população negra, suas artes e tradições como objetos de análise, numa tentativa de desvendar o chamado “problema do negro”.

Segundo o Ipeafro, o protagonismo dos intelectuais e ativistas negros incomodou parte dos setores brancos que antes se diziam aliados. Muitos recuaram em seu apoio à construção de uma verdadeira democracia racial ao verem a população negra assumir o controle de sua organização e de sua análise crítica.

A live terá a participação do sociólogo e historiador Muryatan Barbosa, da Universidade Federal do ABC (UFABC), da cofundadora do Ipeafro Elisa Larkin Nascimento, parceria de Abdias por 38 anos, e do jornalista Julio Menezes da Silva, diretor-executivo do Ipeafro e pesquisador do acervo de Abdias Nascimento

Para Julio, o congresso foi um marco na forma como a população negra passou a ser retratada e estudada. “O 1º Congresso do Negro Brasileiro foi um ato de retomada da própria narrativa. Ele deslocou o negro da condição de objeto da ciência para o lugar de sujeito político, articulando propostas concretas que ainda ecoam hoje”, conta em comunicado à imprensa.

Serviço

Data: 40 de setembro, às 19h30 

Onde: Coluna Ipeafro no canal Pensar Africanamente (YouTube)

Transmissão simultânea: no canal do Ipeafro no YouTube e no canal Pensar Africanamente.

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  • Thayná Santana

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