Nesta terça-feira (7), data em que a guerra em Gaza completa dois anos, militares israelenses realizaram novos ataques em diferentes regiões da cidade. Segundo informações da agência internacional de notícias Reuters, foram utilizados jatos, tanques e barcos contra os palestinos.
A ação militar israelense ocorre simultaneamente à segunda tentativa de cessar-fogo entre Hamas e Israel, iniciada na última segunda-feira (6).
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As negociações analisam a proposta do presidente estadunidense Donald Trump, que prevê a retirada parcial das tropas de Israel, a libertação de 250 prisioneiros palestinos e dos 50 reféns israelenses. O acordo também determina o desarmamento do Hamas, com anistia para os combatentes que “se comprometerem a coexistir pacificamente” com Israel.
Estima-se que o conflito, iniciado em 7 de outubro de 2023, após o ataque do Hamas contra Israel, já reduziu 6% da população de Gaza. De acordo com o Ministério da Saúde local, são mais de 66 mil mortos, dos quais 80% eram civis, e 169 mil feridos.
Outro relatório, divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em janeiro de 2025, destaca que ataques constantes de Israel em território palestino causaram um atraso de mais de 60 anos no desenvolvimento da região. Cerca de 70% de todas as estruturas prediais foram bombardeadas, o que representa dois terços de todos os edifícios da região.
O deslocamento forçado, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), atingiu aproximadamente 90,74% de toda a população de Gaza. A fome, resultado do cerco imposto por Israel, matou ao menos 450 pessoas, incluindo crianças.
Os ataques israelenses se estenderam a alguns países vizinhos, como o Líbano e o Irã.
Comunidade internacional condena Israel
Ao longo dos 24 meses dos ataques de Israel, pessoas do mundo todo demonstraram clamor por cessar-fogo em milhares de protestos populares. Além das manifestações de rua e nas redes sociais, países e organizações internacionais acusaram formalmente Israel de genocídio na região.
O Tribunal Penal Internacional chegou a emitir, no final de 2024, um mandado de prisão ao premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, apontando crimes de guerra.
No dia 30 de outubro de 2024, a África do Sul apresentou um dossiê à Corte Internacional de Justiça (CIJ), com mais de 4 mil páginas com evidências sobre as violações de direitos humanos e assassinatos em massa dos palestinos em Gaza.
A nação sul-africana já havia solicitado ordens provisórias contra Israel, em março do mesmo ano. Em 24 de julho de 2025, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) anunciou a participação formal do Brasil no processo contra Israel na CIJ.
Em setembro deste ano, a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU afirmou que Israel comete genocídio em Gaza com a intenção de destruir o povo palestino. O relatório acusa o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e outras autoridades de incitação e atribui responsabilidade direta ao governo israelense.