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Governo implementa CEP em mais de 12 mil favelas do país

Segundo dados do IBGE, mais de 70% da população das favelas é negra; programa também prevê criação de agências dos Correios nos territórios
A comunidade da Rocinha, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro.

A comunidade da Rocinha, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro.

— Thomaz Silva/Agência Brasil

9 de outubro de 2025

O programa CEP para Todos implementou o Código de Endereçamento Postal (CEP) em todas as favelas do país. O anúncio oficial foi feito na quarta-feira (8), durante o seminário “Da Moradia ao Território: Reconhecendo as Periferias Brasileiras”, promovido pelo Ministério das Cidades.

Durante o encontro, foram apresentados os detalhes do processo de endereçamento, com números e dados que revelam o alcance da iniciativa.  Foram criados CEPs para 12.348 favelas e comunidades urbanizadas mapeadas pelo Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 656 municípios brasileiros. Essas áreas concentram cerca de 16,3 milhões de pessoas, o que representa 8,1% da população do país.

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Segundo os dados divulgados, o perfil racial das pessoas que vivem nesses territórios é predominantemente negro. No total, 72,9% dos moradores são pretos ou pardos, compondo a maior parte da população negra brasileira.

Lançado em novembro de 2024, dentro do programa Periferia Viva, o CEP para Todos é uma iniciativa do Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Periferias, em parceria com o Ministério das Comunicações, os Correios e o IBGE.

O ministro das Cidades, Jader Filho, classificou a medida como uma forma de reparação histórica. “Mais do que um número, ter CEP é possibilitar dignidade para as pessoas que estão nas periferias e que não tinham acesso ao básico, como levar seus filhos a um posto de saúde próximo de casa, por exemplo”, declarou em comunicado à imprensa. 

Próximas etapas

O programa agora entra em uma nova etapa, que consiste no mapeamento interno das comunidades, com levantamento de ruas, vielas e becos, permitindo a criação de CEPs por logradouro. A princípio, essa etapa começará pelos 59 territórios do Periferia Viva e soma mais de 300 favelas e comunidades.

O programa prevê ainda a instalação de agências e postos físicos dos Correios em mil favelas do país. A escolha dos locais será feita com base em critérios técnicos e estruturais, buscando atender comunidades de diferentes regiões do Brasil.

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  • Thayná Santana

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