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Formação em audiovisual para mulheres negras, indígenas e periféricas recebe inscrições

Além dos cursos, programa promove sete aulões abertos ao público, com temáticas que abordam diferentes áreas do fazer documental
A cineasta Renata Martins.

A cineasta Renata Martins.

— Reprodução/Acervo Pessoal

22 de outubro de 2025

O projeto Empoderadas, idealizado pela cineasta Renata Martins, dá início ao 2º Círculo de Formação Empoderadas (2CFE), uma nova etapa de formação voltada a ampliar a presença e o protagonismo de mulheres negras e indígenas, pessoas periféricas, cis e trans, não binárias e pessoas com deficiência. 

Criado em 2015, o Empoderadas nasceu com o propósito de lançar luz sobre a ausência dessas profissionais em posições de destaque em produções nacionais e vem se consolidando como uma importante plataforma de formação e articulação no setor. 

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O 2º Círculo será realizado em duas etapas — uma em 2025 e outra em 2026 — e contará com formação em documentário dividida em cinco cursos: pesquisa e roteiro, direção, direção de fotografia, som e, por fim, produção e produção executiva. Cada formação reunirá 16 participantes, totalizando 80 profissionais em formação. 

O conselho pedagógico do projeto é composto por profissionais de destaque no audiovisual brasileiro, como Lilian Santiago, Jaqueline Souza, Mariane Nunes, Andressa Clain, Isabela Santana e Chica Andrade. A diversidade de trajetórias e áreas de atuação das conselheiras — que vão do roteiro à fotografia, do som à direção — é o que também sustenta a base pedagógica do programa. 

”O objetivo deste projeto é oferecer ferramentas para ampliar as formas de expressão e compartilhamento dessa sensibilidade, gerando novas produções e emoções. Incentivar uma nova geração de documentaristas é semear para colher representações, vozes e narrativas transformadora”, afirma Renata Martins, diretora geral e artística. 

Como resultado das formações, as pessoas participantes irão criar, de forma coletiva, quatro curtas documentais interligados, que apresentam diferentes perspectivas sobre a presença — e também a ausência — de mulheres não hegemônicas no audiovisual brasileiro. 

Além dos cursos, o programa promove sete aulões abertos ao público, com temáticas que abordam diferentes áreas do fazer documental. 

O primeiro deles, “Aulão de documentário: Perspectivas e trajetórias”, acontece nesta sexta-feira (24), às 19h30, no Aparelha Luzia, na região central de São Paulo, e marca o início oficial das atividades deste ano. O encontro apresentará um panorama da produção documental contemporânea e conta com a participação das realizadoras Hela Santana, Karol Maia e Brisa Flow. 

Para se inscrever, acesse o formulário aqui.

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