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Pesquisadora da USP usa obra dos Racionais MC’s para discutir racismo ambiental

Publicação de graduanda em Educomunicação pela ECA-USP relaciona cultura hip-hop, justiça socioambiental e educação para riscos de desastres a partir de uma leitura do álbum "Sobrevivendo no Inferno"
A pesquisadora e educomunicadora Julia Neres.

A pesquisadora e educomunicadora Julia Neres.

— Divulgação/Kleber Silva

25 de julho de 2026

A pesquisadora e educomunicadora Julia Neres publicou a obra “Racismo Ambiental – Sobrevivendo no Inferno: leituras socioambientais a partir de obras dos Racionais MC’s”, resultado de uma pesquisa que aproxima cultura hip-hop, educação ambiental e ciência dos desastres.

A publicação investiga como narrativas produzidas pelo rap brasileiro podem contribuir para compreender desigualdades socioambientais que atravessam territórios negros e periféricos. 

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A pesquisa foi desenvolvida no âmbito do projeto Segunda Impressão, do MIRANTE – Coletivo de Design Periférico, com fomento do Programa VAI, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

O trabalho articula conhecimentos acadêmicos, saberes produzidos pelas periferias e referências culturais negras, utilizando a educomunicação como caminho para ampliar o acesso aos debates sobre crise climática, justiça socioambiental e riscos de desastres. 

Livro “Racismo Ambiental – Sobrevivendo no Inferno: leituras socioambientais a partir de obras dos Racionais MC’s” está disponível gratuitamente na internet. (Créditos: Divulgação/Kleber Silva)

O estudo parte da obra dos Racionais MC’s, especialmente do álbum “Sobrevivendo no Inferno” (1997), para refletir sobre relações entre desigualdade racial, território, violência, sobrevivência e os impactos desiguais das crises ambientais.

A publicação propõe uma aproximação entre a produção científica e as experiências dos territórios periféricos, reconhecendo o hip-hop como uma forma de produção de conhecimento e memória social. 

A pesquisa também dialoga com a fórmula do CEMADEN Educação, iniciativa do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN/MCTI), voltada à educação em clima e riscos de desastres, relacionando ameaças, vulnerabilidades e capacidades de resposta a partir de uma perspectiva racial e territorial. 

A obra está disponível gratuitamente na internet. Para acessar, clique aqui.

Leia mais: Racismo ambiental escancara como a mobilidade econômica não é suficiente para preservar a vida da população negra

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