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Educação ambiental lidera filantropia climática no Brasil, diz levantamento

Grupo de Institutos, Fundações e Empresas lança na COP30 dados inéditos sobre atuação do Investimento Social Privado brasileiro em ações de adaptação climática, regeneração ambiental e redução das desigualdades
Alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal participam de atividades de educação ambiental na Escola da Natureza.

Alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal participam de atividades de educação ambiental na Escola da Natureza.

— Marcelo Camargo/Agência Brasil

14 de novembro de 2025

O Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE) divulgará durante sua participação na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA), dados inéditos sobre filantropia climática. A apresentação será neste sábado (15), no Pavilhão Brasil da Zona Azul, durante o painel “O Papel e o Lugar da Filantropia no Financiamento Climático no Brasil – lançamento dos dados de Clima do novo Censo GIFE 2024-2025”.

De acordo com dados do censo obtidos pela Alma Preta, a filantropia brasileira está cada vez mais engajada com a agenda climática.

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Educação ambiental e mobilização comunitária é a linha de atuação que mais recebeu recursos privados no período (44%), seguida da adaptação e resiliência aos eventos climáticos extremos e justiça climática e reparação (32%). A linha de energias renováveis e eficiência energética soma 27%. Na outra ponta, o combate ao desmatamento e à grilagem de terras conta com apenas 5%.

“Este é um momento histórico que demanda a mobilização de toda a sociedade”, destaca o secretário-geral do GIFE, Cassio França, em nota.

No entanto, o relatório Funding Trends 2024 da ClimateWorks Foundation revela que apenas 2% de todo o investimento filantrópico global é destinado à ação climática: um percentual insuficiente diante da crise que se intensifica. No Brasil, cerca de 6% do volume de recursos da filantropia são investidos na agenda climática: três vezes mais que a média mundial.

“O país dá um bom exemplo de incorporação do clima no universo filantrópico, cujo potencial de crescimento é expressivo”, pontua França. “Estamos alinhados com o governo brasileiro: clima tem de estar relacionado a todos os demais temas sociais, culturais e econômicos”, acrescenta. 

A agenda do GIFE na conferência continua na segunda-feira (17), com participação na ação “Dia da Filantropia: parcerias inovadoras por um futuro sustentável”, na Casa Balaio. No dia seguinte (18), na Sala de Eventos Especiais 3 da Zona Azul, o grupo estará no debate “Filantropia em Ação: Acelerando Implementação e Impacto no Clima” promovido pela WINGS, uma das instituições parceiras do GIFE.

Já no dia 19, na Cas’Amazônia, o grupo lança o relatório de monitoramento do Compromisso Brasileiro da Filantropia sobre Mudanças Climáticas durante o painel “Filantropia Brasileira na Ação Climática”. Capitaneado pelo GIFE, o projeto é o primeiro documento deste porte em um país do Sul Global. 

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