Dois tenistas estrangeiros, o colombiano Christian Rodríguez e o venezuelano Luis David Martínez, foram presos pela Polícia Militar (PM) na noite de quinta-feira (22), acusados de atos racistas durante o torneio Challenger de Itajaí, realizado no Itamirim Clube de Campo, em Santa Catarina. A informação foi divulgada primeiro pelo UOL.
Na ocasião, a dupla enfrentava os brasileiros Igor Marcondes e Eduardo Ribeiro. Após a derrota, o venezuelano teria feito um gesto imitando um macaco em direção às arquibancadas e em seguida, cumprimentado os adversários na rede.
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Por sua vez, o colombiano se envolveu em uma discussão com um funcionário da organização logo após deixar a quadra e também foi acusado de ofensas racistas. Após a partida, os dois atletas foram presos pela Polícia Militar depois de deixarem o local e seguirem para o hotel onde estavam hospedados.
A Alma Preta entrou em contato com a Federação Catarinense de Tênis (FCT) e com a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) para obter mais informações sobre o caso. As entidades encaminharam a demanda à organização do torneio e divulgaram notas oficiais nas redes sociais.
Em comunicado, a CBT afirmou que repudia qualquer forma de racismo ou discriminação e destacou que o esporte deve ser um espaço de respeito, igualdade e inclusão.
A Federação Catarinense de Tênis também declarou solidariedade às vítimas e apoio às ações da organização, além de reforçar que “a modalidade promove união e respeito e não compactua com atitudes que não transmitam o espírito esportivo”.
A organização do torneio, o Itajaí Open, também repudiou o ocorrido e confirmou a atuação da Polícia Militar. Segundo os organizadores, não foram aplicadas outras punições esportivas porque os atletas já estavam eliminados da competição.
“O ocorrido durante o jogo de duplas hoje no Itajaí Open teve ação imediata da Polícia Militar que estava presente e tomou as devidas providências dentro da legislação brasileira. O Itajaí Open repudia veementemente o racismo ou a discriminação de qualquer natureza”, afirmou em nota enviada à Alma Preta.
A reportagem tentou contato com a Polícia Militar, mas até a publicação desta matéria não houve retorno. O espaço segue em aberto.