A torcedora do Avaí Ana Costa foi indiciada por racismo no contexto de atividade esportiva, após proferir ofensas racistas e xenofóbicas contra torcedores do Remo durante uma partida de futebol em Florianópolis no ano passado. O inquérito foi concluído na quarta-feira (7), confirmou à Alma Preta a Delegacia de Repressão ao Racismo e a Delitos de Intolerância (DRRDI) de Santa Catarina. A informação foi divulgado inicialmente pelo G1.
Segundo a lei nº 7.716/1989, o crime está previsto no artigo 2º-A e pode resultar em pena de reclusão de dois a cinco anos, além da proibição de frequentar, por até três anos, locais destinados a práticas esportivas públicas.
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O caso ocorreu em 15 de novembro, no estádio Aderbal Ramos da Silva, durante a partida entre Avaí e Remo, válida pela Série B do Campeonato Brasileiro. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra a torcedora do clube catarinense dirigindo falas racistas à torcida do Remo, como: “Olha tua cor. Olha, pobre aqui não fica”.
Após o jogo, a Defensoria Pública do Pará enviou um ofício ao Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública de Santa Catarina (DPE-SC), solicitando a adoção das providências cabíveis diante da flagrante violação de direitos.
Em nota enviada à Alma Preta, a DPE-SC afirmou que repudia qualquer prática de racismo, “especialmente no contexto esportivo, por se tratar de uma grave violação de direitos humanos que deve ser enfrentada com seriedade, responsabilização e ações preventivas”.
O órgão também informou que o andamento do procedimento interno já foi tratado em reunião com um advogado do Avaí, que, segundo a DPE-SC, se mostrou colaborativo no enfrentamento do caso e na adoção de eventuais medidas institucionais.
Além de ter sido suspensa por tempo indeterminado de frequentar os estádios pelo clube catarinense, a torcedora também foi desligada da empresa onde trabalhava, o Grupo Orbenk. A decisão foi anunciada pelo diretor da empresa Ricardo Wasem em uma publicação no LinkedIn.
A Alma Preta também confirmou com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) que o caso segue sendo acompanhado pelo órgão, e que o inquérito foi recebido pela 40ª Promotoria de Justiça da capital e está sob análise.
No vídeo que flagra as ofensas racistas, outro torcedor também profere falas xenofóbicas, mas ainda não foi identificado pela Polícia Civil.
A Alma Preta não conseguiu contato com a defesa da torcedora. O espaço segue aberto.