PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Macaé Evaristo defende soberania dos povos e critica ‘rifa’ da Carta dos Direitos Humanos por potências globais

Em São Paulo, Macaé Evaristo alertou para o uso distorcido da democracia e defendeu soberania e autodeterminação dos povos
A ministra Macaé Evaristo (Direito Humanos) na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA).

A ministra Macaé Evaristo (Direito Humanos) na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA).

— Solon Neto/Alma Preta

27 de janeiro de 2026

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, afirmou que a Carta de Princípios dos Direitos Humanos foi “rifada” por grupos que exercem o poder em determinadas nações. A declaração foi feita na Casa do Povo, localizada no bairro do Bom Retiro, na capital paulista, na noite da segunda-feira (26).

Durante o discurso, a ministra pontuou que noções como a democracia estão sendo empregadas para estabelecer o domínio dos mais poderosos sobre os mais frágeis.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

“Nós estamos num momento da história do mundo em que aquele acordo da nossa carta de princípios dos direitos humanos foi, eu vou usar a palavra popular, rifado por grupos que hoje detêm a hegemonia no poder em determinados países”, declarou a ministra.

“Acham que vamos esquecer tudo o que a gente combinou e pactuou até aqui, da necessidade de respeito à soberania, à autodeterminação dos povos, e vão impor a lei do mais forte”, acrescentou.

O centro cultural Casa do Povo foi erguido pela comunidade judaica após a Segunda Guerra Mundial e inaugurado em 1953, em homenagem às vítimas do nazismo. O espaço também foi local de resistência contra a Ditadura Militar brasileira e, atualmente, a entidade atua para manter viva a luta contra o fascismo por meio da cultura.

Durante a tarde, Macaé Evaristo visitou instituições da comunidade judaica sediadas no Bom Retiro, como o Memorial do Holocausto, dedicado à preservação da memória e à promoção dos direitos humanos, a instituição beneficente Ten Yad, e fez uma caminhada pela região, marcada por uma série de violações de direitos humanos.

Com informações da Agência Brasil 

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Thayná Santana

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano