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Rio de Janeiro registra 383 denúncias de violações de direitos humanos em 2025

Comissão aponta aumento de violações contra pessoas negras e predominância de casos no sistema prisional
Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

— Reprodução/Fernando Frazão/Agência Brasil

10 de dezembro de 2025

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (CDHC) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) registrou, até novembro de 2025, 383 denúncias de violações de direitos humanos no estado fluminense, atingindo pessoas negras desproporcionalmente. 

O CDHC, responsável pelo recebimento, acompanhamento e encaminhamento das denúncias, destaca que o número representa uma média de 1,5 atendimentos por dia. Ao todo, foram registradas 128 violações contra pessoas negras, distribuídas em 44 atendimentos. O número equivale a 50,5% de todas as ocorrências.

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Segundo o relatório, a comunidade negra também foi maioria entre as vítimas nos acompanhamentos dos casos. Essa categoria de atendimento atestou 116 violações contra pessoas pretas e pardas. Comparado a 2024, a proporção das ocorrências envolvendo negros subiu cerca de 2,3%.

Neste ano, destacam-se as violações de acesso à saúde, que somaram 23 registros, que abrangem desde dificuldade de acesso à rede pública até problemas com administração de medicamentos. A categoria de saúde mental também obteve 21 casos. 

O documento também aponta predominância de violações ocorridas no sistema prisional, nos atendimentos e nos acompanhamentos. As denúncias se referem majoritariamente à violações cometidas por pessoas físicas, seguidas por agentes do governo.

Para a deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ), os dados refletem a história real das pessoas que enfrentam, diariamente, a negligência do estado e a violência institucional.

“O relatório de 2025 é categórico: ele reafirma a presença cotidiana da violência de Estado, a sobrecarga dos serviços essenciais, a fragilidade das políticas sociais e o impacto desproporcional dessas violações sobre pessoas negras, jovens e moradores de territórios vulnerabilizados”, declarou à Agência Brasil.

Texto com informações da Agência Brasil.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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