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Salvador recebe mostra ‘Um Espelho para Iemanjá’, com 18 obras espalhadas pelo Rio Vermelho e Centro Histórico

O Dia de Iemanjá, procissão que completa 104 anos em Salvador, será marcado pelo encontro entre a arte e o sagrado, através de 18 artistas convidados da mostra
Imagem mostra uma mulher negra no mar com adereços em referência à Iemanjá.

Imagem mostra uma mulher negra no mar com adereços em referência à Iemanjá.

— Divulgação/Claudio das Virgens

1 de fevereiro de 2026

Os tributos à Iemanjá, rainha do mar, vão tomar conta das águas e das ruas do Rio Vermelho, em Salvador, na Bahia. Durante o tradicional 2 de fevereiro, o ME Ateliê da Fotografia recebe a exposição “Um Espelho para Iemanjá”, que reúne 18 obras para visitação gratuita, no pátio externo da Casa de Yemanjá. Após os festejos, a mostra itinerante seguirá em cartaz no Restaurante La Lupa, no Centro Histórico.

Quem for curtir a celebração, poderá aproveitar a segunda-feira de festas, a partir das 8h, para se conectar com as obras e o sagrado. As homenagens à orixá marcam a quinta edição do projeto “Um Tributo à Iemanjá”, idealizado pelo fotógrafo e curador da mostra Mário Edson. 

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Neste ano, a exposição itinerante realiza seu trajeto pelo Rio Vermelho (apenas no dia 2 de fevereiro) e retorna ao Centro Histórico de Salvador, no Restaurante La Lupa – Rua Direita de Santo Antônio, 491, Santo Antônio Além do Carmo – em que estão abrigadas às artes originais.

O Dia de Iemanjá, procissão que completa 104 anos em Salvador, será marcado pelo encontro entre a arte e o sagrado, através de 18 artistas convidados da mostra. A proposta deste ano, segundo Mário Edson, é compor obras que contenham ou utilizem o espelho em tributo a Iemanjá, podendo ser feitas através de fotografias, pinturas, desenhos, objetos adornados, instalações ou expressões artísticas.

“O espelho, aqui, não é apenas superfície reflexiva: é portal, oferenda e rito. Ele devolve o olhar, convoca a introspecção e multiplica imagens, tal como o mar de Iemanjá, que reflete o céu, guarda memórias e acolhe destinos. Ao se ver refletido, o público é convidado a participar da obra, tornando-se parte do fluxo entre o visível e o invisível, entre o humano e o divino. Iemanjá, senhora das águas salgadas, mãe e guardiã dos afetos, inspira criações que dialogam com feminilidade, proteção, fertilidade, cuidado e transformação”, explica Mário. 

Para o curador da mostra, cada obra apresenta uma reverência singular, revelando interpretações poéticas, simbólicas e sensoriais que ecoam a força e a delicadeza da rainha do mar. Essa travessia sensível, segundo Mário, é possível graças às obras representadas na mostra e aos detalhes empregados por cada artista.

Entre os nomes que integram a nova edição do projeto, estão Alysson Costa, Ana Kruschewsky, Claudio das Virgens, Ila Frida, Izabel Andion, Jacy Gordinho, Juray Castro, Lu Peixoto, Mário Edson, Pablo Araújo, Patricia Dieder Dalmas, Reinaldo Giarola, Rejane Alice, Rita Pinheiro, Rodrigo Nery, Silvana Lima, Suyanne Andrade e Wagner Lacerda.

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