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Ministério Público investigará superlotação em megabloco do Carnaval em SP

Inquérito apura encontro entre megabloco patrocinado e o Acadêmicos do Baixo Augusta, que gerou tumulto no centro de São Paulo
Multidão no megabloco da Skol, no centro de São Paulo, em 8 de fevereiro de 2026.

Multidão no megabloco da Skol, no centro de São Paulo, em 8 de fevereiro de 2026.

— Reprodução/G1

10 de fevereiro de 2026

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou, na segunda-feira (9), um inquérito preliminar para investigar a superlotação em dois blocos de Carnaval na Rua da Consolação, no centro da capital paulista. 

No último domingo (8), houve um encontro entre o megabloco da Skol, com o DJ Calvin Harris como atração, e o Acadêmicos do Baixo Augusta, ambos com uma lotação acima do esperado. Devido à multidão, houve tumulto, brigas e pessoas pressionadas pelas grades de proteção. Em determinado momento, a contenção foi derrubada e dezenas de foliões caíram no chão.

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O Ministério Público informou que a apuração será conduzida pela Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital. A atuação da prefeitura de São Paulo também foi questionada por parlamentares.

Em nota no X (antigo Twitter), a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) declarou que acionou o órgão para investigar o modelo de patrocínio adotado pela gestão de Ricardo Nunes (MDB). 

“O edital permite que uma empresa privada explore comercialmente o Carnaval, revenda cotas de patrocínio, controle de marcas e ativações e concentre decisões estratégicas sem mecanismos adequados de controle de público, sem transparência suficiente e sem contrapartidas proporcionais ao valor econômico gerado”. 

Hilton destaca que o resultado da mercantilização do Carnaval foi visto no domingo, com superlotação, descontrole e episódios graves. 

“Isso não foi uma falha pontual, acidental; é a consequência direta de um modelo que terceiriza o Carnaval, esvazia o papel do Estado e fragiliza a gestão pública. Carnaval não é mercadoria. Carnaval não pode ser balcão de negócios. Carnaval é cultura popular, trabalho, economia local e direito à cidade”, completou.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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