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CBF pede rigor da Fifa e da Uefa na punição a envolvidos em novo caso de racismo contra Vini Jr

Confederação Brasileira de Futebol solicitou investigação minuciosa sobre ofensas durante jogo da Champions League em Lisboa
O atacante argentino do SL Benfica, Gianluca Prestianni, discute com o atacante brasileiro do Real Madrid, Vini Jr. (à direita), durante a partida de fase eliminatória da Liga dos Campeões da UEFA entre SL Benfica e Real Madrid CF, no Estádio da Luz, em Lisboa, em 17 de fevereiro de 2026.

O atacante argentino do SL Benfica, Gianluca Prestianni, discute com o atacante brasileiro do Real Madrid, Vini Jr. (à direita), durante a partida de fase eliminatória da Liga dos Campeões da UEFA entre SL Benfica e Real Madrid CF, no Estádio da Luz, em Lisboa, em 17 de fevereiro de 2026.

— Patricia de Melo Moreira/AFP

20 de fevereiro de 2026

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou cartas à Federação Internacional de Futebol (Fifa) e à União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) nesta quinta-feira (19) com um pedido formal de rigor na punição aos envolvidos no novo episódio de racismo contra o jogador Vini Jr., atacante do Real Madrid.

O documento, assinado pelo presidente Samir Xaud, foi encaminhado após as ofensas sofridas pelo atleta durante a partida entre Benfica e Real Madrid, na terça-feira (17), em Lisboa, Portugal, pela Liga dos Campeões.

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Na correspondência à Fifa,, a CBF agradeceu o gesto público de solidariedade do presidente da entidade, Gianni Infantino, e enalteceu as mudanças nos artigos 15 e 30 do código disciplinar da organização. As alterações oferecem novos mecanismos para combater e erradicar a discriminação no futebol, segundo a confederação.

À Uefa, a CBF destacou que a instituição europeia tem atuado como uma das líderes no combate ao racismo e à discriminação, com políticas criadas para prevenir e punir condutas discriminatórias. 

O documento pontuou o artigo 2 do estatuto da entidade, que estabelece como um de seus objetivos promover o futebol sem qualquer forma de discriminação, e o artigo 7bis, que reforça a obrigação dos filiados de implementar medidas efetivas para coibir novas ofensas raciais por meio de políticas de prevenção e punições severas.

A CBF também formalizou o pedido de uma investigação minuciosa sobre os atos cometidos contra Vini Jr., com a recomendação de que o processo considere o testemunho da vítima e das pessoas presentes, para identificar e punir de maneira exemplar os envolvidos.

Episódio de racismo e manifestação da CBF

O caso ocorreu na partida entre Real Madrid e Benfica, disputada na terça-feira (17), no Estádio da Luz, em Lisboa, Portugal, pela Liga dos Campeões da Europa. Após marcar um gol, Vini Jr. relatou ao árbitro François Letexier ofensas racistas atribuídas ao jogador Gianluca Prestianni, do time português. Outros atletas do Real Madrid presenciaram o ocorrido.

O árbitro acionou o protocolo antirracismo da Fifa, com a interrupção momentânea da partida e comunicação ao público presente no estádio. Após a ativação do protocolo, parte da torcida passou a direcionar novos ataques racistas ao jogador brasileiro, incluindo sons que remetem a macacos, conforme relatos da imprensa europeia.

A CBF já havia manifestado apoio público ao jogador na terça-feira, após o incidente. Em nota divulgada nas redes sociais, a entidade afirmou que se orgulha do jogador e seguirá, ao lado do jogador, firme na luta contra toda a forma de discriminação.

“A CBF se solidariza com Vinícius Júnior, vítima de mais um ato de racismo nesta terça-feira, após marcar pelo Real Madrid contra o Benfica, em Lisboa. Racismo é crime. É inaceitável. Não pode existir no futebol nem em lugar algum. Vini, você não está sozinho. Sua atitude ao acionar o protocolo é exemplo de coragem e dignidade”, disse a nota.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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