O Real Madrid anunciou nesta quarta-feira (18) que enviou à União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) todas as provas disponíveis sobre os incidentes ocorridos na partida contra o Benfica, realizada na terça-feira (17) em Lisboa, Portugal. O clube espanhol colabora com a investigação aberta pela entidade após “episódios inaceitáveis de racismo” durante o jogo válido pela Champions League.
A partida foi interrompida por dez minutos depois que o atacante Vini Jr. informou ao árbitro ter sido chamado de “macaco” pelo meio-campista argentino Gianluca Prestianni, do Benfica. O episódio ocorreu durante uma confusão após o jogador brasileiro comemorar um gol dançando diante da torcida adversária.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
Prestianni, que cobriu a boca durante a discussão, nega a acusação. O Benfica divulgou comunicado na quarta-feira (18) manifestando apoio ao jogador e mencionando uma “campanha de difamação” contra ele. O técnico José Mourinho questionou a comemoração do atacante do Real Madrid.
O clube espanhol informou em comunicado oficial que “hoje apresentou à Uefa todas as provas disponíveis sobre os incidentes ocorridos na última terça-feira, 17 de fevereiro, durante a partida da Champions League que nossa equipe disputou em Lisboa contra o SL Benfica”.
A nota acrescenta que “nosso clube colaborou ativamente com a investigação aberta pela Uefa após os inaceitáveis episódios de racismo vividos durante essa partida”.
O Real Madrid também agradeceu “o respaldo unânime, o apoio e o carinho que nosso jogador Vini Jr. recebeu de todos os âmbitos do futebol mundial”.
Histórico de ataques
Vini Jr. sofre repetidos ataques racistas desde que chegou ao Real Madrid em 2018. O caso mais recente gerou solidariedade de jogadores, clubes e entidades esportivas em diversas partes do mundo. Companheiros de equipe defenderam publicamente o atacante brasileiro após o episódio em Lisboa.
O Real Madrid afirmou que “continuará trabalhando, em colaboração com todas as instituições, para erradicar o racismo, a violência e o ódio no esporte e na sociedade”.
A Uefa abriu investigação sobre as “alegações de comportamento discriminatório” e aguarda os elementos enviados pelo Real Madrid para prosseguir com a apuração. O órgão regulador do futebol europeu não estabeleceu prazo para conclusão do processo.